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​ Valorização do patrimônio público exige conscientização

Da redação

| Edição de 02 de novembro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Diretoria de Trânsito (Diretran) de Arapongas fez nesta semana um alerta a respeito da grande quantidade placas de sinalização que estão sumindo das ruas e cruzamentos da cidade por conta de furtos e de ações de vandalismo. Segundo levantamento do órgão, a cada mês, cerca de 30% dos equipamentos precisam ser substituídos ou passar por processo de manutenção. O problema, segundo a prefeitura, é registrado tanto nos bairros quanto na área central e demanda atendimentos praticamente diários da equipe responsável pela sinalização na cidade. 
Novas placas oneram os cofres públicos com o curso da substituição desnecessária, atrasam o cronograma de trabalho do setor de fiscalização e trazem riscos para a população. Além de crime contra o patrimônio público, a supressão da sinalização horizontal atenta diretamente contra a segurança de motoristas e pedestres.
Para tentar prevenir essas perdas, a Diretran e Guarda Municipal estão anunciando que vão intensificar a fiscalização ao mesmo tempo que reforçam o pedido para que a população auxilie na fiscalização e denuncie ações criminosas à Polícia Militar ou Guarda Municipal, que tem vários canais de comunicação disponíveis.
Os problemas decorrentes dos danos infligidos ao patrimônio público não se restringem à sinalização de trânsito. Placas de nomes de ruas, parques infantis, academias da terceira idade, sistema de iluminação e outros equipamentos públicos também são alvo frequentes de ação de vândalos.
Não é muito fácil mensurar o prejuízo do vandalismo e dos furtos ao patrimônio público, uma vez que danos são pulverizados em diferentes secretarias e nem sempre os reparos e substituições são contabilizados de forma separada. Parte significativa do prejuízo que este tipo de atitude traz também não é monetário, mas simbólico. 
Parques, ruas, escolas e locais públicos depredados trazem desvalorização imobiliária e, mais importante, esvaziam o conceito de comunidade e cidadania. É sintomático que áreas com maiores graus de vandalismo tenham também concentrem altos índices de criminalidade. Incentivar a população a valorizar o espaço e os equipamento públicos é fundamental para tentar reverter esse quadro.