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13º salário deve injetar mais de R$ 277 mi na economia regional

Cindy Santos

| Edição de 18 de novembro de 2022 | Atualizado em 18 de novembro de 2022
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O pagamento do 13º salário deverá injetar mais de R$ 277 milhões na economia da microrregião de Apucarana. A projeção foi elaborada pelo Núcleo de Conjuntura Econômica e Estudos Regionais (Nucer) do campus apucaranense da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e abrange nove municípios .

A estimativa aponta que mais de 85,7 mil trabalhadores do mercado formal serão beneficiados com quase R$ 244 milhões. A maior parcela será paga em Arapongas (R$ 107,5 milhões), seguido por Apucarana (R$ 93,7 milhões). Juntos, os dois municípios pagarão 82,5% do valor total estimado (ver gráfico).

“O impacto é significativo até porque o valor é elevado. E ainda teremos os recebimentos dos servidores estatutários que não estão na estimativa”, comenta o economista Rogério Ribeiro, professor da Unespar Apucarana.

A primeira parcela deve ser paga aos trabalhadores formais até o dia 30 de novembro e a segunda parcela até o dia 20 de dezembro deste ano. O levantamento também aponta que mais de 64,6 mil aposentados e pensionistas do INSS serão favorecidos na região, e mais R$ 33,2 milhões devem entrar na economia regional.

Para o cálculo, foram utilizados dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Previdência, para estimar o valor dos trabalhadores formais, e microdados do INSS para os pensionistas e aposentados. 

Trabalhadores de Apucarana que vão receber o benefício esperam aliviar o bolso neste fim de ano. A auxiliar administrativa Ana Carolina dos Santos, 30 anos, pretende organizar a vida financeira e pagar dívidas em atraso. “Vou pagar contas, muitas contas”, afirma. Ana culpa a inflação que está corroendo o poder de compra dos consumidores com aumento no custo das despesas. “Os gastos aumentaram muito, principalmente o mercado”, afirma. 

A cabeleireira Deocélia Aparecida da Silva de Oliveira, 39 anos, afirma que vai utilizar parte do dinheiro para equilibrar o orçamento. O que sobrar ela vai gastar nas festas de fim de ano.

“Vou pagar conta. Pago a faculdade da minha filha, que faz engenharia civil, então tem que dar uma segurada. E tem que sobrar um pouco para reunir a família nas festas de fim de ano”, afirma. 

A apucaranense Juliana do Carmo de Lima disse que vai comprar presentes para os filhos e para os netos. “É um dinheiro que chega em uma boa hora”, afirma.

E não é só para o pagamento de contas e compras de presentes que o dinheiro será destinado. A presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Apucarana (Sivana), Aída Assunção, destaca que vários setores do comércio serão impactados. “Esse dinheiro é muito importante para a nossa economia para alavancar as vendas neste fim de ano. E não é só comércio de presentes. A venda de materiais para construção e outros setores também será ampliada”, assinala. 

Economista sugere uso racional do dinheiro

O uso desse dinheiro deve ser muito bem planejado, aconselha o economista Rogério Ribeiro. Para os endividados, o ideal é reservar uma parte para amortizar a dívida. Para quem não tem contas elevadas que comprometam a renda mensal uma boa opção é poupar e aplicar o recurso para protegê-lo da inflação. 

“É claro que boa parte  deste recurso irá para o consumo de final de ano. Mas sempre alertamos as pessoas quantos às despesas de início de ano. Por isto é importante ter sempre uma reserva”, orienta.