Cerca de 50 mil peças de vestuário - principalmente bonés e camisetas -, fruto de apreensões realizadas durante fiscalizações de empresas que atuavam na ilegalidade e que lotam o barracão da Polícia Civil de Apucarana serão encaminhadas para caridade.
A doação do material foi determinada pela justiça e a seleção dos beneficiários - entidades de Apucarana e Vale do Ivaí - foi feita em conjunto pela polícia e Conselho Comunitário de Segurança (Conseg). Ontem, o material começou a ser selecionado com a ajuda de soldados do 30º Batalhão de Infantaria Mecanizado (30º BIMec).
O delegado José Aparecido Jacovós, chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), ressaltou que as peças são resultado de ações de força-tarefa desencadeada pelas polícias Civil, Militar e o Ministério Público (MP) no combate a rede de pirataria.
“A Justiça determinou que esses materiais sejam destinados a entidades beneficentes que estão precisando”, explicou.
Segundo o delegado, alguns produtos estavam armazenados há mais de 2 anos. “Temos produtos acumulados que passam de 2 anos, outros foram apreendidos há meses”, reiterou.
INVESTIGAÇÃO
De acordo com a polícia, o número de apreensões e prisões apontam que a pirataria é um ramo de atividade constante e com alta rotatividade. Na opinião do delegado isso ocorre porque, apesar de ilegal, é uma atividade rentável.
“É uma atividade ilícita que dá muito lucro porque os produtos são vendidos como originais. Então como dá lucro, a polícia fecha uma empresa e logo abrem outra no lugar”, analisou Jacovós.
O delegado citou que outras investigações estão em andamento e que podem resultar em novas fiscalizações em empresas que atuam na ilegalidade. “Existem várias investigações em andamento até porque a pirataria em Apucarana não para. Algumas empresas são fechadas e outras são abertas com nome de laranjas”, concluiu.