A seleção brasileira derrotou a Escócia com tranquilidade por 3 a 0 nesta quarta-feira, em Miami, e assegurou a classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 como líder do Grupo C. A equipe comandada por Carlo Ancelotti chegou aos sete pontos, mesma pontuação do vice-líder Marrocos, mas levou a melhor no saldo de gols. A vitória foi construída com dois gols de Vini Jr. e um de Matheus Cunha, em um confronto que também ficou marcado pelo aguardado retorno de Neymar aos gramados com a camisa do Brasil após dois anos e sete meses de ausência.
O triunfo serviu para confirmar a evolução tática esperada por Ancelotti, que apostou pela segunda vez em um esquema 4-4-2 em losango. A formação favoreceu a pressão alta, estratégia que destravou o placar logo aos sete minutos do primeiro tempo. Substituindo o lesionado Raphinha, o atacante Rayan pressionou a saída de bola escocesa e forçou um erro que deixou Vini Jr. livre para driblar o goleiro e abrir o placar.
O camisa 7 assumiu o protagonismo da partida e chegou a ter um gol anulado pelo VAR aos 22 minutos, após o árbitro mexicano Cesar Ramos enxergar falta na roubada de bola — um lance que gerou muitas reclamações da comissão técnica brasileira. Apesar da frustração e de uma breve melhora da Escócia na bola aérea após a pausa para hidratação, o Brasil retomou o controle. Aos 48 minutos da etapa inicial, Bruno Guimarães cruzou com precisão para Vini Jr. marcar de cabeça, anotando seu quarto gol nesta edição do torneio. Desde Neymar, em 2014, um jogador brasileiro não atingia essa marca em uma única Copa do Mundo.
No segundo tempo, a seleção manteve a consistência e ampliou a vantagem logo aos 15 minutos. Em uma bela jogada coletiva, Bruno Guimarães anotou sua segunda assistência na partida ao servir Matheus Cunha, que decretou o 3 a 0. Com o placar construído, Ancelotti aproveitou para poupar jogadores pendurados, como Casemiro e Lucas Paquetá, promovendo as entradas de Fabinho e Gabriel Martinelli. Alisson ainda foi exigido na defesa e fez uma intervenção crucial para evitar o gol de honra dos europeus pelo alto.
O momento de maior comoção nas arquibancadas, no entanto, ocorreu aos 30 minutos da etapa final, quando Neymar substituiu Matheus Cunha. Sem atuar pela seleção desde que rompeu os ligamentos do joelho esquerdo em outubro de 2023, nas Eliminatórias, e voltando de uma lesão recente na panturrilha que o afastava desde maio, o camisa 10 teve uma atuação discreta, porém segura. Ele arriscou uma finalização correta, cobrou escanteios perigosos e sofreu faltas, confirmando estar fisicamente apto para a sequência do Mundial.
Avançando para o mata-mata com confiança e padrão de jogo bem estabelecido, o Brasil agora aguarda a definição do seu próximo adversário, que será o segundo colocado da chave composta por Holanda, Japão e Suécia. A seleção retorna a campo pelas oitavas de final na próxima segunda-feira, às 14h, em Houston.