Sete em cada dez moradores acreditam que Apucarana é uma boa cidade para se viver. É o que aponta uma pesquisa realizada pelo Fórum Desenvolve Apucarana, através de professores e acadêmicos da Universidade Estadual do Paraná (Unespar). O estudo deve ser apresentado a órgãos públicos e entidades, com o objetivo de embasar ações para o desenvolvimento da cidade.
Para obter os resultados, foram aplicados ao todo 400 questionários nas ruas de Apucarana. A aplicação das questões foi feita por 20 alunos do campus de Apucarana da Unespar. Já os resultados foram compilados e organizados por professores. O trabalho foi feito de forma voluntária.
O resultado foi apresentado recentemente, em evento ocorrido na própria Unespar. De acordo com a metodologia empregada, os resultados refletem a realidade de toda a população apucaranense em termos de idade, escolaridade e renda familiar, em cerca de 95%. Os questionários foram aplicados em vários pontos da cidade.
De acordo com a pesquisa, 72% dos entrevistados disseram que Apucarana é uma boa cidade para se viver. Já 21,8% disseram que nem concordam, nem discordam da afirmação. Apenas 6,2% foram contrários.
De acordo com Sérgio Luiz Hilário, que faz parte do Fórum Desenvolve Apucarana, vários outros indicadores foram levantados através da pesquisa. “Este é um documento de 46 páginas que foi desenvolvido para servir como base para políticas públicas e ações na cidade. Queremos que este trabalho sirva como guia de projetos que contribuam para uma cidade melhor”, destaca.
Ele lembra ainda que o caderno de indicadores da cidade faz parte de um projeto de longo prazo do Fórum, chamado Apucarana 2025. “Este trabalho será desenvolvido anualmente, para que posamos sempre embasar as discussões na nossa cidade com números atualizados”, afirma.
A pesquisa engloba indicadores políticos, econômicos e sociais, com levantamento de dados junto a órgãos públicos, além da pesquisa de campo. Participaram do desenvolvimento do projeto a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (Acia), o Núcleo Regional de Educação (NRE) da cidade e o Observatório Social, com apoio do Sicoob. (RENAN VALLIM)