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A menos de um mês do fim do prazo, ninguém se adequou ao SIM

Renan Vallim

| Edição de 25 de abril de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A menos de um mês para o início da fiscalização, não há ninguém em Apucarana com o selo do Sistema de Inspeção Municipal (SIM). O selo é obrigatório para produtores locais de queijo, ovos, salame, linguiça, embutidos e demais itens produzidos e comercializados em Apucarana. Apenas 42 atendimentos relacionados à regulamentação foram realizados até agora na Secretaria Municipal de Agricultura.

Imagem ilustrativa da imagem A menos de um mês do fim do prazo, ninguém se adequou ao SIM

“Desses 42 atendimentos que fizemos, praticamente a totalidade está dando sequência e buscando os documentos e adequações necessárias para se regulamentarem. Mas, mesmo assim, a procura é mais baixa do que esperávamos, infelizmente”, afirma Robson José Menegardi, técnico em Agropecuária da secretaria.
Segundo ele, alguns produtores já avançaram no processo para aquisição do selo, mas ninguém ainda conseguiu a regulamentação. “Estamos dando todo o apoio necessário para os produtores regulamentarem-se. Mas vários estabelecimentos, como açougues e mercados, eram esperados aqui, mas ainda não vieram”, disse Robson.
O secretário de Agricultura de Apucarana, José Luiz Porto, lembra que a regulamentação é necessária para todos que manipulam produtos de origem animal no município. “Mesmo que os estabelecimentos que recebem, por exemplo, peças de queijo de outras cidades através do Sistema de Inspeção do Paraná (SIP) ou do Sistema de Inspeção Federal (SIF), precisam ficar atentos. Se eles recebem a peça inteira e fatiam para vender em bandejinhas, vão precisar do SIM”, alerta.
A vigência do serviço começa em 21 de maio. Desde fevereiro, a Secretaria da Agricultura realiza orientações, na Rua Lapa, ao lado da Prefeitura. Quem possui o SIP ou o SIF não precisa procurar o SIM. Estabelecimentos que fazem sua própria linguiça, fracionam carne, queijo ou derivados para vender em bandejas precisam do selo.
“Só não precisa de SIM os locais que fazem toda a manipulação da carne na frente do cliente”, explica o secretário.
Porto destaca que a medida garante mais segurança ao consumidor dos produtos. “Todos têm condições de se adequar. Alguns vão precisar modificar seus negócios. Já outros vão precisar ampliar. Quem vende três queijos por mês para complementar a renda, por exemplo, talvez terá que se dedicar mais, passar a produzir mais, se profissionalizar para viabilizar a estrutura. O que as pessoas têm que entender é que existe uma lei que estabelece normas mínimas de produção e essa lei precisa ser respeitada. O consumidor tem o direito de adquirir produtos de qualidade”, diz Porto.