Mais de sete toneladas de equipamentos eletrônicos, entre monitores, teclados, impressoras e televisores foram coletados no último sábado em Apucarana durante uma iniciativa dos Rotarys Clubs de Apucarana, Cambira e Califórnia, e integrantes da Associação de Senhoras de Rotarianos. O descarte aconteceu no pátio do Ginásio de Esportes Lagoão e visa facilitar a vida da população que tem esse tipo de material em casa e não sabe como destiná-lo de forma correta.
Durante a atividade, foram descartados 7.180 quilos de equipamentos eletrônicos, que foram doados para a ONG E-Lixo – Recuperação de Eletrônicos, Associação de Recicladores de Lixo Eletrônico, de Londrina, parceira da campanha. “A associação irá nos entregar hoje três computadores com peças recuperadas e reutilizadas, que serão encaminhados para entidades carentes”, comenta Luiz Dourado, membro do Rotary Club Apucarana Sul.
A intenção, segundo Dourado, é realizar a campanha pelo menos duas vezes por ano. “A próxima deve ser em setembro. As pessoas já podem ir guardando o lixo eletrônico para descartar na próxima coleta”, explica.
O lixo eletrônico não é o único material que necessita de descarte adequado. Pilhas, baterias, medicamentos, lâmpadas e restos de tinta também não podem ir para o lixo comum. Ocorre que, muitas vezes, o consumidor não sabe onde encaminhar esses materiais.
O secretário de Meio Ambiente de Apucarana, Ewerton Pires, destaca que apesar da legislação exigir que fabricantes de vários desses produtos poluentes – caso de lâmpadas, eletrônicos e pilhas – sejam responsáveis pelo recolhimento desses materiais. É a chamada logística reversa. Entretanto, na prática e na ausência de acordos setoriais, o sistema ainda não funciona como deveria. É o caso das pilhas, lâmpadas e eletrônicos. Há lojas que vendem esse tipo de produtos que têm sistema de coleta, portanto, é bom pesquisar antes de comprar.
“No que se refere aos medicamentos, há legislação estadual e uma tentativa de acordo setorial em negociação”, explica o secretário. Já em relação a resíduos da construção civil, a responsabilidade de é de quem gera o descarte. “Há em Apucarana duas empresas licenciadas que podem receber tais resíduos: Nova Visão Soluções Ambientais, que é um aterro de resíduos da construção civil, e Terra Norte Engenharia Ambiental, que é um aterro industrial”, comenta.