Representantes da Associação dos Engenheiros e Arquitetos, Associação Médica, Sivana, Acia, Observatório Social e Fórum Desenvolve se reuniram ontem para elaborar as diretrizes que as entidades entendem como necessárias e importantes para a revisão do Plano Diretor de Apucarana.
O encontro atende uma sugestão da Prefeitura de Apucarana, que enviou a Associação Comercial Industrial e de Serviços (Acia) um ofício solicitando que a entidade apresentasse suas demandas em relação ao plano. “Entendemos que deveríamos estender o convite e unir as entidades para juntas traçarmos pontos que sejam de interesse comum para a cidade, pois não podemos pensar o Plano Diretor de forma dissociada, pois diz respeito a vida de todos”, explica o presidente da Acia, Jayme Leonel.
As bases do Plano Diretor devem levar em consideração aspectos físicos, ambientais, humanos e econômicos. “O último Plano Diretor é de 2014. Nós estamos finalizando várias considerações que avaliamos como gargalos viários, logísticos e entraves para desenvolvimento urbano, rural e industrial”, elenca o presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos, Minoru Narita.
Já o representante da Associação dos Médicos, Daniel Blanski, vê com olhar preocupante a falta de critérios para zonas de verticalização e áreas de expansão. “Precisamos ter estes pontos mais claros nesta revisão”, diz Blanski.
Outro ponto que chama a atenção e entra como uma diretriz para a comissão, seria a “criação de espaços vazios” entre áreas residenciais e industriais. “Temos que delimitar espaços que não sejam ocupados e que criem um limite físico para que as casas não cheguem nas industriais. Assim, uma não vai atrapalhar o desenvolvimento e função social e econômica de cada área”, explica o empresário e diretor da Acia, Luiz Barbosa.
A comissão fará a revisão de outras diretrizes sobre malha viária, largura de ruas, transporte público, tamanho de lotes, descentralização de serviços, entre outros pontos.
Após a finalização das propostas, será solicitada uma reunião com a empresa licitada pela Prefeitura para revisar o plano. “Julgamos importantíssima uma conversa com esta empresa antes das audiências públicas para ajudar no processo de discussão das soluções para os anseios dos vários setores da sociedade, que estão se manifestando neste momento”, conclui Jayme Leonel.