Um acidente envolvendo um caminhão refrigerado do Governo do Estado afetou a distribuição de vacinas no Norte do Paraná. O veículo transportava as doses para quatro Regionais de Saúde. Em Apucarana, a falta das vacinas contra hepatite A e tetraviral preocupa a Autarquia Municipal de Saúde (AMS).
O acidente aconteceu na PR-272, entre Borrazópolis e Cruzmaltina, no último dia 15. Um veículo com placas de Londrina colidiu contra o caminhão do Governo do Estado, que acabou tombando com o impacto. O condutor do veículo morreu. Com o acidente, todo o estoque de vacinas que estava sendo transportado para as Regionais de Apucarana, Londrina, Cornélio Procópio e Jacarezinho foi perdido. Com isso, o problema da falta de vacinas, que já existia por conta de uma diminuição do repasse do Governo Federal aos estados e municípios, foi agravada.
Em nota, a Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana informa que a maior preocupação é com a falta da vacina tetraviral, utilizada contra o sarampo, a caxumba, a rubéola e catapora, devido à indisponibilidade nos mercados nacional e internacional. O mesmo acontece com a vacina contra hepatite A.
Já o estoque de doses contra a Hepatite B está baixo e tem destino prioritário ao Hospital da Providência Materno Infantil e as grávidas assistidas na Casa da Gestante. Há ainda, sob controle extremo, a vacina antirrábica, que somente é distribuída após constatado estar o animal com sintomas da raiva.
Ainda segundo a nota, as demais vacinas estão com estoque regularizado, mas correm risco de desabastecimento. Dos seis freezeres para estocagem das doses, apenas um está sendo utilizado, ainda que parcialmente.
O diretor-presidente da AMS, Roberto Kaneta, lembrou que o Ministério da Saúde emitiu um comunicado informando que a distribuição de vacinas está com o calendário atrasado em todo o País. Em outros municípios da região Norte do estado, como Londrina, já há falta também da vacina Tríplice Bacteriana (DTP), que imuniza contra difteria, tétano e coqueluche.
A Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), através da assessoria de imprensa, confirmou que todo o carregamento que estava sendo transportado no caminhão foi perdido e não há possibilidade de reposição por conta do atraso no envio das doses pelo Ministério da Saúde. Uma nova remessa do Governo Federal é esperada para a próxima semana. Só então, de acordo com o órgão, os municípios poderão novamente ser reabastecidos.