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Acidentes de trabalho vitimaram quase mil pessoas em 2017

Adriana Savicki

| Edição de 05 de abril de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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No ano passado quase mil trabalhadores feridos em acidentes de trabalho deram entrada para atendimento na rede pública de saúde de Apucarana. Foram 963 registros, o que resulta em uma média de 2,6 vítimas por dia. Os dados foram compilados pela Autarquia Municipal de Saúde (AMS). A preocupação com a redução dos acidentes laborais é tema da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (Canpat) 2018, lançada ontem pelo Ministério do Trabalho. 

“O impacto dos acidentes de trabalho é bem grande para a rede de saúde”, avalia o técnico em Segurança do Trabalhado da AMS de Apucarana, Maurício Giacomini.
Segundo ele, o número real de casos é maior por conta da subnotificação, uma vez que nem todos os casos de atendimento médico relacionado ao trabalho entra no sistema. “Ainda assim, o número é bastante alto e, como se sabe, a maioria dos acidentes de trabalho podem ser prevenidos com investimento em segurança do trabalho”, analisa. 
Das 963 notificações de acidentes, quatro resultaram na morte dos trabalhadores. Os números de óbitos preocupam em toda região. Segundo levantamento da 16ª Regional de Saúde de Apucarana, entre 2016 e 2017 houve um aumento de 33% no números de óbitos  na região. Foram 16 mortes de trabalhadores em decorrência de acidentes laborais no ano passado contra 12 em 2016. Dos 16 municípios da área de abrangência do órgão, 10 registraram acidentes graves com óbito no ano passado. Apucarana e Arapongas lideram no número de casos, com 4 mortes cada. Em Bom Sucesso, Borrazópolis, Califórnia, Cambira, Faxinal, Jandaia do Sul, Marilândia do Sul e São Pedro do Ivaí houve registro de um óbito.

NACIONAL
 Em seu segundo ano, a campanha do Ministério do Trabalho  tem como foco o adoecimento ocupacional e a ocorrência de quedas entre trabalhadores durante o cumprimento de suas funções.
"A Secretaria de Inspeção do Trabalho destacou estas duas tendências como muito preocupantes, e mereceram nossa atenção este ano. Quanto às doenças ocupacionais, temos um problema de subnotificação, porque normalmente [são] associadas a dores no corpo ou transtornos psíquicos que não são notificados por um problema de cultura brasileira", afirmou o ministro interino do Trabalho, Helton Yomura. O ministro ressaltou que a população recebe pouca orientação do próprio governo sobre medidas de prevenção de acidentes no local de trabalho.