A acupuntura, técnica milenar da medicina oriental para tratamento de doenças que vão de dores localizadas até depressão e estresse através da aplicação de agulhas em determinados pontos do campo, passou a ser alternativa para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) da 22ª Regional de Saúde de Ivaiporã. A terapia está sendo ofertada há dois meses e tem sido aprovada pelos pacientes.
No Paraná, além de Ivaiporã, a acupuntura é ofertada pelo SUS somente nas cidades de Londrina e Curitiba. A paciente Sirley Demetrio da Silva, moradora de Arapuã, está na terceira sessão. Ela foi encaminhada pelo médico, para tratamento de fibromialgia, que se caracteriza por um quadro de dor crônica espalhada por todo o corpo. “Estou gostando do tratamento. Desde 2009 vinha sofrendo com dores intensas, já nessas primeiras sessões aliviou bastante. Estou confiante que vai resolver meu problema”, acredita.
A moradora de Ariranha do Ivaí, Ivone Schaffer, iniciou o tratamento há cerca de 50 dias por conta de uma dor na coluna crônica e enxaqueca. São duas sessões por semana. “Desde o começo achei muito bom porque tem melhorado minhas dores. A dor de cabeça aliviou bastante e não é mais constante. A coluna também está melhorando”, relata Ivone.
Em Ivaiporã, o atendimento é realizado no Centro de Fisioterapia e Reabilitação do Vale do Ivaí (Fisiocenter), pela psicóloga com especialidade em acupuntura Paola Cristina Gamba Oliveira, sempre às terças e quintas-feiras. Mensalmente estão sendo atendidos cerca de 200 pacientes dos 16 municípios da regional.
Paola explica que a acupuntura é uma ciência, hoje comprovada cientificamente. “Acupuntura é a inserção de agulhas em pontos na pele, que são canais de energia que estão espalhados pelo corpo. Alguns pacientes têm canais que estão estagnados e, com a inserção da agulha ou outra técnica, esses canais são ativados, ocorrendo um aumento da circulação de energia”.
Ainda conforme Paola, as agulhas descartáveis utilizadas na acupuntura são finas, com espessuras de um fio de cabelo, e praticamente indolores. “Muitas pessoas têm medo por se tratar de agulhas. Mas, além das agulhas tem outras técnicas como a moxa, ventosa, o magneto (imã). Para as crianças, ao invés de agulhas os estímulos são através de cristais fixadas nos pontos de acupuntura”, comenta.