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Adolescente é assassinado e tem corpo jogado em lago

Adriana Savicki

| Edição de 23 de abril de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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17ª Subdivisão Policial (SDP), de Apucarana, iniciou ontem no Lago Municipal de Novo Itacolomi buscas pelo corpo de um adolescente de 14 anos, que estava desaparecido desde a semana passada. A polícia trata o caso como homicídio, após um suspeito – também menor de idade – ter confessado que presenciou o assassinato do jovem e a ocultação do cadáver. Três menores, entre 16 e 17 anos, foram apreendidos na tarde de ontem por suspeita de envolvimento no crime.

Imagem ilustrativa da imagem Adolescente é assassinado e tem corpo jogado em lago

O corpo foi desovado em um lago localizado nos fundos de um conjunto habitacional de Novo Itacolomi. No final da tarde de ontem, um grande número de moradores se dirigiu até o lago para acompanhar as buscas. Mergulhadores do Corpo Bombeiros confirmaram, por volta das 20 horas, que encontraram um corpo preso no fundo da barragem, mas, por questões de visibilidade e dificuldade de acesso, as buscas foram suspensas e devem ser retomadas na manhã de hoje. Após o resgate, o corpo será encaminhado para o IML para confirmação da identificação.

A Polícia Civil chegou aos suspeitos após um trabalho conjunto com a Polícia Militar de Novo Itacolomi, que levantou as primeiras testemunhas do caso. Segundo o delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), José Aparecido Jacovós, a localização do corpo do adolescente desaparecido, que era travesti, foi apontada por um dos menores ouvidos, que contou em detalhes como o crime ocorreu, mas negou envolvimento direto no caso. “Ele afirma que só presenciou o crime, que não participou, mas isso será investigado e todo caso demanda cautela”, afirmou o delegado.

Segundo Jacovós, o crime aconteceu no lago, onde a vítima foi asfixiada e afogada. “O menor ouvido afirma que houve consumo de bebidas alcoólicas no local, mas a motivação ainda não está estabelecida”, comenta. O delegado afirma que havia uma rixa anterior entre a vítima e um dos suspeitos. Também não é descartado que a motivação tenha relação com a orientação sexual da vítima, que adotava um nome social feminino. “Pode ser um crime de homofobia ou de ódio, ainda não sabemos”, comenta.

Os três suspeitos já foram apreendidos anteriormente por tráfico de drogas. O desaparecimento foi registrado no último dia 13 e a família estava apreensiva porque a vítima vinha recebendo ameaças.