A represa do Schimidt tornou-se um local muito conhecido em Apucarana. Mas o que chama a atenção não é a paisagem, e sim o número de mortes por afogamento no local. Só este ano foram dois jovens com 18 e 21 anos morreram no local. O caso mais recente foi anteontem.
Morador das proximidades, o caldeirista Valdinei de Oliveira, 28 anos disse que conhece o local há sete anos. “Nesse tempo acho que mais de 15 pessoas morreram afogada no lago”, acredita ele.
Na opinião de Oliveira, há necessidade de colocar placas de alerta com informações sobre o risco que o local oferece e também sobre a profundidade do lago.
“É muito perigoso, mas infelizmente não adianta só alertar. Vai da consciência de cada um”, comenta.
O pedreiro Marcelo Amaral, 38 anos, conta que sempre frequenta o lugar para pescar. Ele revela que já nadou várias vezes no lago, mas passou a avaliar o risco após salvar um colega que quase se afogou. “No meio da represa se concentra o canal de água, lá é uma área de risco. Meu colega nadou até lá e quase se afogou. Se não tivesse socorro na hora certamente ele teria morrido. Depois disso preferi não arriscar mais, agora só pescaria”, conta.
O comandante do Corpo de Bombeiros de Apucarana, major Hermerson Saqueta, considera o lago do Schimidt um local perigoso e impróprio para banho. “Não tem visibilidade do fundo e a água é contaminada”, analisa.
A orientação é que a população evite nadar em locais sem prevenção, como exemplo um salva-vidas. “O Corpo de bombeiros tem atendido muitas ocorrências de afogamento na área e é preciso que os banhistas avaliem os riscos e frequente locais mais apropriados e seguros”, conclui.