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Agricultura familiar leva alimentação saudável às escolas

Ivan Maldonado

| Edição de 17 de setembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Criado para melhorar a merenda escolar, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) virou uma importante alternativa de renda para a agricultura familiar na região. Na rede estadual de ensino, o Paraná adquire 30% dos recursos repassados pelo programa do governo federal na compra de gêneros da agricultura familiar. No Núcleo Regional de Educação (NRE) de Ivaiporã, por exemplo, o Fundepar, contratou através de chamada pública neste ano mais de R$ 916 mil. Os recursos garantiram a aquisição de 245,5 toneladas de alimentos divididos em 10 grupos frutas, hortaliças, legumes, temperos, panificados, complementos, sucos, leite, lácteos e feijão.

Imagem ilustrativa da imagem Agricultura familiar leva alimentação saudável às escolas
Agricultora Sueli de Fátima Ferreira ampliou produção para fornecer alimentos ao PNAE | Foto: Ivan Maldonado


Gislaine Maria dos Santos Almeida, técnica em alimentação escolar do NRE de Ivaiporã, relata que o programa atende aproximadamente 16 mil estudantes das 54 escolas dos 14 municípios da regional. “É um ótimo programa, pois visa suplementar a alimentação do aluno, melhorando suas condições nutricionais e sua capacidade de aprendizagem, além de formar bons hábitos alimentares”, assinala Gislaine.
No NRE de Ivaiporã, a distribuição dos alimentos para as 54 escolas são realizadas por cinco cooperativas de agricultores familiares habilitadas através de chamada pública do Governo do Estado. Uma delas é Cooperativa de Comercialização Camponesa do Vale do Ivaí (Cocavi), que tem sede no Assentamento 8 de Abril , em Jardim Alegre. 
A zootecnista da Cocavi, Lilian Garcia relata que os contratos de venda da cooperativa para o PNAE são divididos no setor de lácteos (leite, bebida láctea e iogurte) e o setor hortifrútis. “Nas segundas nós fazemos as coletas nas propriedades e nas terças e quarta-feira são feitas as entregas nas escolas”. Hoje a cooperativa tem 283 associados que vendem para o PNAE em média mensal 16 toneladas de hortifrútis e 25 mil litros de lácteos. 
“Para as escolas é garantia de alimento de qualidade. Para os produtores é diversificação, mais renda. Aqui no assentamento temos uma linha forte que é o leite, mas todo mundo planta, e o excedente é vendido para o PNAE”, relata Lilian. 

Para agricultora, programa incentiva diversificação 
A agricultora Sueli de Fátima Ferreira, produz em torno de 15 itens de hortifrútis e leite, que vende ao PNAE através da Cocavi. Segundo ela, o programa incentivou a diversificação de sua produção. 
“Antes de entrarmos para o PNAE, plantávamos milho e feijão, só que não sobrava nada. De uns três a quatro anos para cá, com a venda pela cooperativam as coisas ficaram melhores. Inclusive, vamos aumentar nossa horta, com pepino, melão, aboborinha, essas coisas”, relata Sueli. 
O estudante do IFPR, Carlos Alberto Teixeira Mützenberg que, junto com o pai e a mãe, também produz para o PNAE diz que se sente feliz poder ajudar a melhorar a qualidade da alimentação dos colegas. “Faz uns três anos que estamos entregando. Eu mesmo, aqui na escola do assentamento, cheguei a pegar o tempo que o alimento era tudo enlatado e muito ruim. Hoje os produtos que nós entregamos são de qualidade e muito mais saudáveis”, relata Mützenberg.