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Agropecuária ganha destaque na criação de empregos na região

Renan Vallim

| Edição de 12 de fevereiro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O Paraná alcançou em 2015 o maior patamar na geração de empregos formais na agropecuária nos últimos cinco anos (ver box). Nem mesmo a recessão nacional que atingiu o país no ano passado impediu o crescimento no estoque de empregos no setor. A região seguiu essa tendência e, ajudada pelo crescimento do frango de corte, também registra a melhor situação dos últimos anos. Apenas a microrregião de Ivaiporã registrou resultado negativo. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Imagem ilustrativa da imagem Agropecuária ganha destaque na criação de empregos na região

Na microrregião de Apucarana, que compreende outras oito cidades (Arapongas, Califórnia, Cambira, Jandaia do Sul, Marilândia do Sul, Mauá da Serra, Novo Itacolomi e Sabáudia), foram criados 59 novos empregos na agropecuária. O resultado é bem superior ao ano anterior, quando os números ficaram negativos e foram extintas 14 vagas. Este foi o ano com maior número de vagas criadas no setor desde 2008, quando o saldo ficou em 138 novas vagas. Não parece muito, mas em termos gerais, o resultado foi negativo, com extinção de 5,5 mil vagas no Vale do Ivaí mais Arapongas no ano passado.

Entre as vagas registradas em 2015, 33 foram para o cargo de trabalhador agropecuário em geral. Em segundo lugar ficou o trabalhador no setor de avicultura, com 19 novas vagas, o que demonstra a força do setor na agricultura local.

Já na microrregião de Faxinal, que agrega mais seis cidades (Bom Sucesso, Borrazópolis, Cruzmaltina, Kaloré, Marumbi e Rio Bom), os resultados foram ainda melhores. Foram 143 novos empregos em 2015 no agronegócio local, número bem acima do registrado no ano anterior, quando o saldo ficou negativo em 43. O resultado foi o melhor desde 2007, ano do levantamento mais antigo disponível no Caged.

Operador de maquinário agrícola foi responsável pela criação de 73 novas vagas de emprego, seguido pelo cargo de trabalhador agropecuário em geral, com 29.

A situação se inverte na microrregião de Ivaiporã, que abrange ainda 14 cidades (Arapuã, Ariranha do Ivaí, Cândido de Abreu, Godoy Moreira, Grandes Rios, Jardim Alegre, Lidianópolis, Lunardelli, Manoel Ribas, Nova Tebas, Rio Branco do Ivaí, Rosário do Ivaí, São João do Ivaí e São Pedro do Ivaí). Foram 446 vagas de emprego extintas, pior desempenho desde 2007.

A região já vinha em baixa desde 2010, com sucessivos resultados negativos, a maioria ultrapassando as 250 vagas extintas. A exceção foi 2011, com 47 vagas criadas. Em 2015, os cargos com maiores cortes foram trabalhador na cultura de cana-de-açúcar (-318), supervisor de produção (-53) e inspetor de serviços rodoviários de passageiros e cargas (-23)

Paraná registra maior saldo em cinco anos
O Paraná fechou o ano de 2015 com 3.067 novos postos com carteira assinada, segundo o Caged. O resultado é 24% superior ao melhor resultado atingido até então, que foi em 2013, quando o Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná registrou um dos seus melhores resultados desde 2010.
O segmento que impulsionou a criação de emprego no setor agropecuário foi a pecuária, com 1.227 novas vagas ao longo de 2015. Este também foi o maior saldo do segmento desde 2011. Em seguida, aparecem as atividades de apoio à agropecuária, que geraram 1.070 empregos formais, resultado muito maior que o registrado em 2014.
A força do agronegócio posicionou o Paraná como o estado da Região Sul que gerou o maior número de empregos no setor agropecuário em 2015