No período da tarde, em videoconferência com proprietários e gerentes dos principais supermercados da cidade, o prefeito Júnior da Femac repassou as regras do decreto estadual e apresentou gráficos que revelam a gravidade do momento. “Em todo o ano de 2020 ocorrem 95 óbitos em Apucarana, uma média de 10,5 ao mês. De janeiro a abril foram 164 vidas perdidas para o vírus na cidade, uma média de 41 óbitos ao mês e, neste mês de maio, até terça-feira, 64 apucaranenses perderam a batalha para a Covid-19, deixando família e amigos enlutados. Nesta projeção, tememos fechar o mês entre 80 e 90 vidas perdidas para a doença”, lamentou o prefeito.
Segundo ele, a partir das comemorações ao Dia das Mães, o número de casos positivos e óbitos disparou. “Eram em média 60 casos diários, o gráfico foi subindo dia a dia e, na terça-feira, 170 apucaranenses foram diagnosticados com a doença. Vivemos uma situação muito difícil. A questão é grave, séria, e exige medidas fortes para salvarmos vidas”, pontuou Júnior da Femac.
As autoridades em Saúde avaliam duas possibilidades para o agravamento da situação sanitária. “Está sendo investigado se este quadro está relacionado à presença de novas variações do vírus, ou a cepa indiana ou a variante que já foi identificada em 21 municípios paulistas e ainda não foi nomeada”, comentou o prefeito, lembrando da relação econômica de Apucarana com o Estado de São Paulo.
Com mais três óbitos registrados ontem, Apucarana soma agora 67 mortes em maio. As vítimas são três homens, um de 58 anos, que morreu ontem; outro de 47 anos, que faleceu anteontem e um terceiro de 58 anos, que faleceu no domingo. Todos estavam no Hospital da Providência.
O boletim da AMS também confirmou 113 novos casos.