CIDADES

min de leitura - #

Alimentos pressionam alta da inflação

Renan Vallim

| Edição de 22 de julho de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

A prévia da inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) voltou a acelerar este mês, ao subir 0,14 ponto percentual e passar de 0,40% para 0,54% entre junho e julho deste ano. Mais uma vez os preços dos alimentos continuam pressionando a inflação, chegando a subir 0,37%. Com o resultado, o IPCA-15 acumula alta de 8,93% nos últimos doze meses. A alta dos alimentos não atrapalha apenas a vida das donas de casa. Proprietários de restaurantes também precisam encontrar formas de ‘driblar’ os altos preços.

Imagem ilustrativa da imagem Alimentos pressionam alta da inflação

Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que o total acumulado no ano é de 5,19%, bem abaixo dos 6,9% registrados em igual período do ano anterior. Em julho de 2015, a taxa havia sido 0,59%.

Com o objetivo de tentar não aumentar muito os preços, os proprietários de restaurantes em Apucarana buscam alternativas para tentar reduzir o impacto da alta dos alimentos nos preços. “Com o aumento dos alimentos, o jeito é buscar reduzir custos. Uma das principais maneiras é reduzir a conta de energia elétrica. Outras alternativas são readequar o quadro de funcionários e substituir alguns produtos por outros mais em conta, principalmente os do setor de hortifrúti”, explica Moacir Salve, dono de um restaurante.

Segundo ele, o reajuste de preços ficou em pouco menos de 10%. Moacir afirma ainda que também os consumidores têm se adaptado. “Com a crise e com os preços aumentando, vi uma migração do self-service para o prato feito, que é mais em conta”, destaca.

Oziel Drogui, sócio-proprietário de um restaurante de Apucarana, diz que está conseguindo segurar a alta por enquanto. “O aumento, principalmente do feijão, arroz e óleo, dificultou a margem de lucro do restaurante, porque preferimos não subir o preço para manter a clientela”.

Pela falta de tempo, o gerente operacional Marcos Kojicowski e a esposa Simone Cristina Ferreira almoçam três vezes por semana em restaurantes. “Claro que os alimentos subiram bastante mas, pela praticidade, ainda buscamos almoçar fora de casa”, explica Marcos.

O feijão-carioca, cujos preços subiram, em média, 58,06%, foi, isoladamente, o item que exerceu o maior impacto no índice do mês, 0,18 ponto percentual.

Mas não é só o feijão que elevou a inflação. Segundo o IBGE, vários outros alimentos ficaram bem mais caros de um mês para o outro. Este é o caso, por exemplo, do arroz, que teve os preços elevados em 3,36% na média. Outro alimento com participação importante na despesa das famílias, o leite aumentou 15,54%, em média.