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Alta no milho ‘empurra’ preços de suínos e aves nos mercados da região

Renan Vallim

| Edição de 31 de maio de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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A alta no preço do milho tem afetado diretamente o preço final das carnes de frango e de porco na região. O grão é o principal item da alimentação dos animais. Em um mês, os supermercados registraram alta de mais de 18% nos preços. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), a tendência é de que os preços caiam em breve.

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Há um mês, o quilo do frango era vendido nos supermercados custando cerca de R$ 3,40. Já atualmente, o preço chega a cerca de R$ 4, alta de 17,6%. Cortes específicos têm variações diversas. A carne de porco registrou oscilação de 18,3%. Ela era vendida a menos de R$ 5 nos supermercados há cerca de um mês atrás. Hoje, o quilo chega em torno de R$ 6.

“Realmente os preços subiram bastante. A gente acaba tendo que se ajustar, buscar alternativas mais em conta para comprar, senão fica difícil”, conta a médica Priscila Santos Miguel.

O vigilante Jeremias Pereira afirma que busca a saída para os altos preços nas promoções. “Carne não tem como deixar de comer. Com a carne bovina cara e o frango e o porco subindo de preço, a gente procura oportunidades de pagar menos”.

De acordo com o gerente de compras de uma rede de supermercados de Apucarana, Gainete Ferensovicz, o aumento do preço dos dois produtos são reflexo de uma redução ocorrida meses atrás. “Tanto o porco quanto o frango tiveram redução de preço e agora estão subindo de novo, voltando ao patamar praticado há cerca de três meses atrás”, relata.

MILHO

Principal ingrediente na criação de suínos e aves, o milho se mostra mais uma vez como importante item na ‘gangorra’ de preços dos dois animais de corte. A saca de 60 quilos do produto está sendo comercializado em média a R$ 40 em Apucarana. Esse valor é 42% mais alto do que o praticado no início do ano, quando a saca custava em média R$ 28,19. Se comparado com o preço praticado no mesmo período do ano passado, o valor atual dobrou.

A região hoje encontra-se prestes a iniciar a colheita da segunda safra de milho do ano. A área coberta pelo escritório regional da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (SEAB) de Apucarana aponta que 37,5 mil hectares do grão foram plantados. “O milho foi preterido por muitos agricultores, em favor da soja. Isso provocou a falta do produto no mercado, que está até sendo importado, elevando o preço”, afirma Adriano Nunomura, técnico do Deral.

A expectativa do produtor de milho hoje é que os preços se mantenham favoráveis. No entanto, eles devem cair assim que o grão comece a ser colhido e colocado no mercado, por conta de sua escassez. “A maior preocupação é com relação à qualidade do grão e à produtividade. O milho já sofreu com a estiagem ocorrida em abril e agora, prestes a ser colhido, sofre também com a alta incidência de chuvas”, afirma Nunomura.