O mercado financeiro viveu um dia de entusiasmo nesta sexta-feira (8). O dólar comercial encerrou abaixo de R$ 4,90, algo que não ocorria desde janeiro de 2024, enquanto a bolsa de valores recuperou parte das perdas registradas no dia anterior.
Os investidores reagiram positivamente aos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos e à diminuição dos receios de um agravamento no conflito entre Estados Unidos e Irã.
O dólar comercial foi vendido a R$ 4,894, registrando uma queda de R$ 0,029, ou 0,60%. Este é o menor valor de fechamento desde 15 de janeiro de 2024. No acumulado do ano, a moeda norte-americana apresenta uma desvalorização de 10,84% em relação ao real.
A divulgação das estatísticas de emprego nos Estados Unidos, que superaram as expectativas, contribuiu para reduzir os temores de uma desaceleração econômica e de uma inflação mais acentuada no país. Além disso, os investidores observaram com atenção os sinais de continuidade do cessar-fogo no Oriente Médio, após declarações do presidente Donald Trump.
Bolsa avança
O Ibovespa subiu 0,49%, alcançando 184.108 pontos, impulsionado pelas ações de bancos e mineradoras. Apesar da recuperação nesta sexta-feira, o principal índice da B3 acumulou uma queda de 1,71% na semana. No entanto, no acumulado do ano, ainda apresenta uma valorização de 14,26%.
O cenário externo mais favorável também contribuiu para sustentar o pregão brasileiro. Em Wall Street, o índice S&P 500, que reúne as 500 maiores empresas, avançou 0,84%, refletindo o alívio com os dados econômicos dos EUA e a percepção de menor risco de recessão na maior economia do mundo.
Petróleo sobe
Mesmo com a redução das tensões no Oriente Médio, os preços do petróleo fecharam em alta, embora tenham desacelerado perto do fim das negociações. O barril do Brent, referência nas negociações internacionais, avançou 1,23%, atingindo US$ 101,29. Já o barril WTI, do Texas, subiu 0,64%, para US$ 95,42.
Apesar da alta desta sexta-feira, os contratos encerraram a semana com perdas superiores a 6%. Os investidores continuam atentos aos riscos envolvendo o Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte global de petróleo. O Comando Central dos Estados Unidos informou que dezenas de navios-tanque permanecem impedidos de circular nos portos iranianos devido às tensões na região.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que Washington aguardava uma resposta do Irã à proposta de encerramento do conflito. Embora tenha reforçado a continuidade do cessar-fogo, Donald Trump voltou a pressionar o Irã nesta sexta-feira, renovando o ultimato para que Teerã abandone seu programa nuclear.
* com informações da Reuters
?
Com informações da Agência Brasil