Aumentar a eficiência dos painéis fotovoltaicos durante o dia inteiro, a um custo mais baixo. Este é o objetivo dos irmãos Davi e Daniel Leonardo, alunos do curso de técnico em eletrotécnica do Instituto Federal do Paraná (IFPR) de Ivaiporã, que desenvolveram um rastreador solar. O equipamento funciona como uma espécie de girassol eletrônico, movimentando as placas de acordo com a incidência da luz solar, otimizando a produção de energia.
O projeto faz parte do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) dos irmãos e tem a orientação e parceria intelectual dos professores Juliano da Rocha Queiroz e Anacreone da Silva Souza, que também desenvolvem projeto com o mesmo tema no curso de mestrado da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Os irmãos, que estudam à noite, trabalham na serralheria da família. Davi conta que o projeto foi iniciado nos primeiros dias do ano letivo. Para montagem do protótipo foram necessários três meses de trabalho. “Foram muitas pesquisas e estudos para a montagem da estrutura e do sensor de luz. Tivemos muitos acertos e erros. Não era um projeto pronto, faz uma peça e não dá certo, aí tem que refazer tudo de novo. Mas valeu a pena agregou muito ao nosso conhecimento”, comenta.
Daniel relata que projeto foi extremamente positivo, pois uniu o conhecimento que eles já tinham do dia a dia do trabalho na serralheria, com o que eles aprenderam no curso. “É uma sensação muito boa de demonstrar o que a gente sabe fazer e, ao mesmo tempo, poder ajudar a aprimorar o aproveitamento energético no futuro”, relata Daniel.
Conforme o orientador, professor Queiroz, o protótipo criado pelos irmãos tem estrutura para painéis fotovoltaicos de 275 watts, com medidas de 70 centímetros por 1,40 metros. “O intuito do rastreador solar é posicionar o painel solar voltado para o sol o tempo todo. Hoje em dia os painéis são instalados de forma fixa que aproveitam bastante a energia do meio dia, mas no começo da manhã e no fim da tarde acaba-se perdendo a energia do sol”, comenta.
Queiroz diz que com a estrutura do rastreador solar, o aproveitamento será 30% maior. “Na Europa existem mecanismos similares, porém, com custo muito elevado que funcionam acoplados a outros tipos de sistema. A ideia aqui é que o dispositivo que acha o sol, que é a parte computacional, a inteligência, seja separado das placas”.
Até agora, foram investidos na estrutura cerca de R$ 1 mil. “Como é um protótipo, é preciso refazer e acaba-se gastando mais. Mas para fazer em produção vai se tornar bem mais barato”. Ele explica ainda que o rastreador será instalado no campus do IFPR para teste de viabilidade. “É o primeiro trabalho inicial aqui no campus, depois que a gente terminar esse, outros professores e alunos podem trabalhar em cima para ir aprimorando”, completa Queiroz.