CIDADES

min de leitura - #

Após fuga, trinta presos da 22ª SDP serão transferidos

Vanuza Borges

| Edição de 22 de agosto de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.


Trinta presos da carceragem de Arapongas deverão ser transferidos nos próximos dias. A transferência foi sinalizada por autoridades de segurança  após duas fugas em um período de menos de 15 dias, além de denúncias envolvendo a situação precária do prédio. A carceragem, que já teve a estrutura interditada no início do ano pelo Núcleo da Cidadania e Direitos Humanos (NUCIDH) da Defensoria Pública do Paraná, opera acima da capacidade.
Atualmente são 167 presos estão alocados num espaço projeto inicialmente para 45. “Foi feita a solicitação de transferência de presos, em caráter emergencial, e as autoridades sinalizaram de forma positiva, porém ainda não temos uma data para que isso ocorra”, ressalta o delegado-ajunto da 22ª Subdivisão Policial (SDP), Altair Oliveira.
A expectativa é que a transferência ocorra o quanto antes, uma vez que a estrutura da unidade está comprometida. 
Laudos técnicos feitos neste ano pelo Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos neste ano e pelo Conselho Comunitário de Segurança no ano passado apontam vários pontos que comprometem a estrutura do prédio. 
Há duas semanas, um buraco foi feito numa parede com acesso direto à rua, por onde detentos podiam conversar com quem passava pelo local e também receber objetos ilícitos.
Na avaliação do delegado, a estrutura precária aliada à superlotação resulta em fugas recorrentes. “Diante dessa situação, que envolve a superlotação e a estrutura precária, não tem como evitar as fugas. É uma situação muito delicada”, afirma. Nos dois episódios recentes, oito presos fugiram. Ao menos dois já foram recapturados, sendo um pela Guarda Municipal no último domingo.
Para Oliveira, a solução está na remoção total dos presos, além da construção do Centro de Detenção Provisória (CDP). Um projeto para construção da unidade está em elaboração há anos na Sesp, inclusive um terreno já foi doado para este fim no final da Rua Rouxinol.
Por outro lado, a Sesp) não confirmou as transferências, limitando a informar que as remoções dependem da autorização do Comitê de Transferência de Presos (Cotransp).
(VANUZA BORGES)