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Após impasse, sindicatos fixam em 5% reajuste do piso salarial do vestuário

Renan Vallim

| Edição de 29 de janeiro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Depois do mais longo impasse já registrado na indústria do vestuário de Apucarana, os sindicato dos trabalhadores e dos empregadores entraram em um acordo que definiu o reajuste salarial da categoria. A maioria dos funcionários receberá alta de 5% em seus ganhos mensais. Entre os que recebem mais de R$ 1,5 mil, o reajuste ficou em 3%.  

A data-base da categoria foi no dia 1º de setembro. Com 148 dias de duração, este foi o maior impasse do setor, superando o de 2015, que teve 138 dias. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o setor tem quase 7 mil trabalhadores formais em pouco menos de 1,1 mil empresas em Apucarana. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do período ficou em 1,73%. O acordo vale para trabalhadores de mais 19 cidades, que pertencem à base territorial dos sindicatos.  

Imagem ilustrativa da imagem Após impasse, sindicatos fixam em 5% reajuste do piso salarial do vestuário

A partir de agora, o menor valor pago para os profissionais da categoria, que era de R$ 1.236,40, passa a ser de R$ 1.298,50. Este reajuste vale apenas para quem ganha menos de R$ 1,5 mil. Aqueles cujo salário ultrapassa esse valor receberão 3% de aumento. Já os auxiliares gerais têm um regime diferenciado de salários. O salário de entrada, que era de R$ 1.025, sobe para R$ 1.088,50. Após 180 dias, eles recebem um acréscimo automático no salário. Este valor também subiu, passando de R$ 1.091 para 

R$ 1.145,50. O reajuste é retroativo, mas algumas empresas já haviam antecipado um aumento de 3% aos funcionários para reduzir o impacto na folha salarial.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Apucarana e Região (Stivar), Maria Leonora Batista, afirma que o resultado foi satisfatório. “O reajuste de 5% era o que estávamos solicitando. Apenas os 3% dados a quem recebe mais de R$ 1,5 mil não nos agradou muito, mas não vemos isto como algo ruim, afinal este reajuste poderia ter sido menor”.
A presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Apucarana e Vale do Ivaí, Elizabete Ardigo, disse que o acordo foi positivo. “Apesar da negociação bastante extensa, conseguimos chegar a um acordo que foi bom tanto para os trabalhadores quanto para os empregados”.
A Reforma Trabalhista, que entrou em vigor em novembro de 2017, fez com que uma nova cláusula fosse incluída no texto da Convenção Coletiva. Ficou acordado entre os sindicatos que as rescisões contratuais de funcionários com mais de um ano de trabalho na empresa em questão deverão ser homologadas pelo Stivar. A reforma acabou com a necessidade desta homologação, que antes era obrigatória, de acordo com a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Agora, a homologação só pode ser exigida caso seja prevista em convenção coletiva.
A decisão aconteceu em reunião realizada na noite da última sexta-feira (26). O encontro contou com uma particularidade: além dos representantes de cada sindicato envolvido, o juiz da 2ª Vara do Trabalho de Apucarana, Maurício Mazur, também esteve presente. De acordo com os participantes, o magistrado mediou o debate entre os sindicalistas de modo extrajudicial, com o objetivo de esclarecer pontos da legislação e auxiliar um acordo entre os envolvidos, o que acabou acontecendo.