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Após queda de muro, moradores acionam MP contra obra de hospital

Adriana Savicki

| Edição de 28 de abril de 2023 | Atualizado em 28 de abril de 2023
Obras do Hospital de Apucarana
Obras do Hospital de Apucarana

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As obras do Hospital de Apucarana estão tirando o sono de moradores do prédio prédio Hishino Hirose. Localizado na Rua Munhoz da Rocha, o residencial com 10 apartamentos e duas salas comerciais, fica na divisa da obra. Com a movimentação do terreno, parte do muro da garagem desabou e rachaduras colocam em risco a central de gás do prédio.

Segundo a administradora responsável pelo condomínio, os problemas na estrutura começaram a aparecer no início do mês de abril, com o surgimento de rachaduras. “Com última chuva, no dia 19, desabou o fundo do muro da garagem e as trincas aumentaram”, afirma o proprietário da administradora, Robson de Abreu Paulino. 

Ele destaca que a central de gás do prédio está bem próxima do processo erosivo. “Está escorada por um monte de terra e na próxima chuva pode cair”, afirma.

Segundo ele, a administradora fez duas notificações à empresa responsável pela obra, a Termale Engenharia Ltda, e à Defesa Civil da Prefeitura de Apucarana, órgão com poder de fiscalizar a obra, - uma quando surgiram as rachaduras e outra imediatamente após a queda do muro. “Acionei o protocolo na prefeitura informando a rachadura, um segundo protocolo pedindo verificação do muro que caiu e solicitei a apresentação laudo cautelar impacto vizinhança”, comenta. 

“No momento não estamos preocupados com a reparação do dano, mas queremos providências de contenção de problema para evitar mais estragos”, afirma, acrescentando que o caso foi levado ao Ministério Público.

Segundo ele, apenas na manhã desta sexta-feira (28), a Defesa Civil de Apucarana, acompanhada do setor de vistoria do Corpo de Bombeiros e de engenheiros da Secretaria de Obras, fez uma visita ao local.

Em nota, a Secretaria de Obras afirmou que o muro não tinha fundação e que aguarda o condomínio apresentar laudo técnico da central de gás. A secretaria afirma ainda que determinou a implantação de uma “cortina de estacas” de concreto no local, com custos sob responsabilidade do município. Porém o serviço atrasou, devido ao mau tempo. “Todo o histórico de atendimento e acompanhamento do problema foi apresentado hoje (sexta-feira) ao Ministério Público”, diz a nota, acrescentando que uma vistoria teria sido feita em 31 de março no local.

A reportagem entrou em contato com a Termale Engenharia Ltda, que não se manifestou sobre o caso.

OBRAS

A obra do Hospital de Apucarana foi iniciada em janeiro deste ano e envolve reforma do prédio que era ocupado pela Autarquia Municipal de Saúde (AMS) e construção de novas estruturas. A área construída será de 4.062,88 m², sendo 2.616,90 m² de reforma e 1.445,98 m² de ampliação. O projeto prevê 40 leitos clínicos, um centro cirúrgico, 12 ambulatórios e um refeitório para os funcionários e envolve um investimento de R$18.6 milhões. (COLABORARAM  SILVIA VILARINHO E LIS KATO)