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Após susto, Miguel volta para casa

Da Redação

| Edição de 15 de julho de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Após dois meses internado em um hospital em Curitiba, o pequeno Miguel Henrique Martins, de um ano e meio, voltou para casa. Ele gerou comoção em Apucarana e região após sofrer um acidente com água fervente que o deixou com queimaduras de segundo e terceiro graus no rosto, braços e peito. Já na residência da família, no Jardim Cidade Educação, região norte de Apucarana, ele se recupera bem, e já está brincando com os três irmãos mais velhos.

Imagem ilustrativa da imagem Após susto, Miguel volta para casa

O menino sofreu o acidente dentro de casa. Ele foi socorrido por vizinhos e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e depois ao Hospital da Providência Materno Infantil, onde ficou internado um dia na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) até ser transferido para a capital, no dia seguinte.

“Foi um desespero muito grande. O Miguel teve parada respiratória, infecção no hospital... Tive muito medo de que ele pudesse não aguentar. Enquanto ele estava no hospital, passei dois meses sem conseguir dormir direito, sem descansar. Mas, graças a Deus, ele está aqui com a gente novamente”, disse a mãe, Vanderléia Martins.

Foi ela quem acompanhou o garoto em Curitiba. Vanderléia explica que o acidente marcou a família. “Me dá uma sensação ruim em mim quando vou mexer no fogo, fazer a comida, mesmo que as crianças não estejam perto”, conta.

A família de origem humilde recebeu diversas doações que possibilitaram manter a criança e a mãe na capital. O pai, Cristiano Soares Martins, precisou deixar o emprego para cuidar dos outros três filhos do casal. Após o susto, ele comemora a recuperação do caçula Miguel.

“Foi tudo muito difícil para nós mas, graças a Deus, deu tudo certo. Agora está tudo bem. A recuperação do Miguel é um grande milagre”, disse o pai.

A família, agora reunida novamente, agradeceu a todos que ajudaram. “Não sei o que faríamos sem as doações. Só tenho a agradecer tudo o que as pessoas fizeram por nós, tanto nos ajudando com o que puderam, quanto nos colocando em suas orações”, destacou Cristiano.

O tratamento para a completa recuperação de Miguel ainda não acabou, devendo durar ainda pelo menos mais seis meses. Nesse período, ele precisará tomar medicamentos e utilizar pomadas para ajudar na cicatrização, além de uma máscara e uma malha no peitoral, que também auxiliam a recuperação e reduzem as chances de marcas futuras. Ele ainda terá que retornar a Curitiba a cada 30 dias para continuar o tratamento.