A apreensão de drogas sintéticas disparou na região. Relatório de entorpecentes da Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR) aponta que no primeiro trimestre deste ano foram apreendidos 1.025 pontos de LSD, um salto de 8441,6% a mais que o ano passado, quando 12 pontos foram tirados de circulação na área dos 26 municípios da 17ª Subdivisão Policial (SDP) mais Arapongas. Já o ecstasy teve aumento de 1425% no período. De janeiro a março deste ano foram encontrados 287 comprimidos da droga, contra 2 no mesmo período do ano passado.
Arapongas é o município que concentra o maior volume de apreensões de drogas sintéticas. Foram recolhidos 796 pontos de ácido lisérgico e 280 comprimidos de ecstasy entre janeiro a março deste ano. Em Apucarana, a polícia tirou de circulação 179 unidades de LSD e uma drágea de ecstasy. Faxinal é outro município da região com apreensões desse tipo de entorpecente. Neste ano a polícia encontrou 50 pontos de ácido e 6 comprimidos de ecstasy.
O boletim da Sesp também mostra uma redução nas apreensões de maconha (39,74%), cocaína (34,52%) e crack (5,71%) na região neste primeiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado (ver infográfico). Jandaia do Sul é o município com o maior volume de apreensões de maconha neste ano, 134,53 kg, seguido por Rio Branco do Ivaí 102,8 kg, Apucarana 83,4 kg e Arapongas 75,8 kg.
PARANÁ
O recolhimento de LSD subiu 172,4% no primeiro trimestre de 2021, de 2.363 pontos em 2020 para 6.437 pontos neste ano em todo o Paraná. Já o número de apreensões de ecstasy caiu de 14,1 mil para 8.123 comprimidos apreendidos em 2020, queda de 42%. As polícias Militar e Civil também apreenderam 60.675 quilos de maconha, um aumento de 162,7% em relação ao primeiro trimestre do ano passado (com 23.095 quilos). Também foram apreendidos 782,3 quilos de cocaína, sendo 444,4 quilos a menos que no comparativo com 2020, que teve pouco mais de 1,2 mil quilos apreendidos, o que resulta em queda de 36,23%. Já as apreensões de crack tiveram queda de 42,59% - de 590,8 quilos no ano passado para 339,7 quilos neste ano.
O delegado-geral da Polícia Civil, Silvio Jacob Rockembach, lembrou que houve aumento nas apreensões nos últimos dois anos e aponta que a tecnologia foi um dos fatores que influenciou este desempenho.
“Foi investido muito em tecnologia e o uso dela, voltado à atividade de inteligência, tem dado à Polícia Civil mais velocidade nas análises, no cruzamento de dados e na identificação de quadrilhas ou grupos atuantes no tráfico de drogas no Estado. Esse investimento, essa agilidade e o uso da tecnologia, aliado à capacitação do policial, tem dado resultado”, destacou.