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Apucarana adota ensino de Libras na rede municipal

Da Redação

| Edição de 09 de agosto de 2022 | Atualizado em 09 de agosto de 2022
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Com o intuito de construir uma educação mais inclusiva, Apucarana está implantando o ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) na rede municipal de ensino. O prefeito Junior da Femac e a secretária Marli Fernandes apresentaram o projeto na noite de anteontem, no Polo da UAB, em evento que reuniu vereadores, lideranças comunitárias, professores e pais de alunos.

Libras é a língua oficial da comunidade surda no Brasil. De acordo com o prefeito Junior da Femac, a proposta é incluir gradativamente a disciplina no currículo das 35 escolas municipais, nas turmas do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, beneficiando tanto os estudantes que têm perda de audição como os ouvintes. Nesta primeira etapa 18 escolas serão contempladas.

“Atualmente, a criança surda só se relaciona com o intérprete que a acompanha em sala de aula. Mas, com o desenvolvimento deste projeto, nós vamos garantir que ela também possa interagir com seus coleguinhas. Para que isso aconteça, é essencial que todos aprendam a Língua Brasileira de Sinais”, explicou o prefeito.

Dez estudantes surdos estão matriculados neste ano na rede municipal de Apucarana. Além do acompanhamento de intérpretes nas classes regulares, eles recebem atendimento especializado do Centro de Apoio Multiprofissional ao Escolar (CAME) e frequentam uma sala de recursos multifuncionais no contraturno.

A secretária Marli Fernandes explica que um longo planejamento foi necessário para que o projeto de Letramento em Língua Brasileira de Sinais pudesse ser implantado nas escolas. “Nós tivemos que capacitar os professores antes de introduzir a disciplina no currículo escolar. Por isso, desde 2015, a Autarquia Municipal de Educação mantém uma parceria com o Polo da UAB e a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), por meio da qual nossos docentes são contemplados com cursos de Libras, de nível básico e intermediário. Em 2022, noventa professores inscreveram-se e estão participando da formação”, disse.

Sílvia Mara Brugnolo, que é mãe de um aluno matriculado na Escola Municipal João Antônio Braga Côrtes e tia de uma criança surda, destaca a importância do ensino de Libras na escola e da inclusão que a disciplina pode proporcionar. “Quando o meu filho soube que iria aprender Libras na Escola, ele me disse ‘mãe, eu vou poder brincar com a Laurinha’. Eu estou emocionada porque sei o quanto a minha irmã luta pela inclusão da filha dela na sociedade. Estou encantada com o projeto”, afirmou.

As primeiras escolas municipais que serão contempladas com o projeto são: Antonieta da Silva Lautenschlager, Dr. Joaquim Vicente de Castro, Professor Alcides Ramos, Professor Durval Pinto, Fernando José Acosta, Humberto de Alencar Castelo Branco, João Antônio Braga Côrtes, João Batista, Mateus Leme, Papa João XXIII, José Idésio Brianezi, Luiz Carlos Prestes e Professora Marta Pereira da Silva