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Apucarana confirma 3ª morte por H1N1

Vanuza Borges

| Edição de 21 de maio de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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A terceira morte por gripe H1N1 em Apucarana neste ano foi confirmada ontem pela 16ª Regional de Saúde (RS). A vítima é um homem de 48 anos. Ele morreu no dia 18 de abril no Hospital da Providência. No início do mês, o município confirmou óbitos pelo vírus de duas mulheres, uma de 57 anos, e outra de 28.

Imagem ilustrativa da imagem Apucarana confirma 3ª morte por H1N1

A Autarquia Municipal de Saúde (AMS) ainda aguarda outros dois laudos de óbitos suspeitos do Laboratório Central do Estado (Lacen). Sobre a terceira morte do gênero, a assessoria da AMS informou que o Município ainda não foi informado, porém irá verificar a situação na próxima segunda-feira. Outra morte investigada é de um homem, de 47 anos, de Grandes Rios, que estava internado no Hospital João de Freitas.

De acordo com chefe da Divisão de Vigilância em Saúde da 16ª RS, Marcos Costa, de janeiro até agora, sete óbitos suspeitos de H1N1 foram registrados, destes três foram confirmados, dois descartados e dois aguardam o laudo do Lacen. Já casos de notificações de gripe são 58 na regional. “São 53 notificações na regional e cinco de outras localidades, que foram atendidos na área da 16ª RS. Deste total, 23 situações foram descartadas, três confirmadas e 25 aguardam resultados de exames”, explica.

VACINAÇÃO

Ontem foi encerrada a campanha nacional de vacinação contra a gripe H1N1 em todo o Brasil. A 16ª RS atingiu 86,62% do público-alvo, ou seja, cerca de 67 mil pessoas tomaram a dose do imunizante. Entre os 17 municípios integrantes da 16ª, nove ultrapassaram 90% e apenas um não atingiu a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde (MS), de 80%, Faxinal que ficou 75,51%.

Costa acredita que o índice de cobertura vacinal na região será maior. “Só vamos ter os números completos na segunda-feira, quando todos os municípios atualizarem o sistema”, justifica.

Segundo a assessoria da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), quem ainda não tomou o imunizante deve procurar às unidades básicas de saúde, que devem ter ainda a vacina, uma vez que foi enviado 100% das doses. No Estado, o índice de cobertura vacinal foi de 87%. Em Apucarana, que imunizou 88% do grupo de risco, a procura pela vacina no último dia de campanha foi intensa. O casal de idosos, Divina, de 64 anos, e Alicindro Romualdo, de 69, há quatro anos não abrem mão do imunizante e foram até a UBS Maria do Café, no Jardim Ponta Grossa, tomar a vacina. “Já tínhamos vindo antes, mas não tinha a vacina. Depois que tomei a vacina nunca mais fiquei com gripe nem pneumonia”, diz a idosa.

A dona de casa Kelle Esteve,28, também aproveitou ontem para levar o filho João Guilherme, de dois anos e oito meses, para ser vacinado. O motivo de não levar antes, segundo ela, foi o receio da vacina causar alguma reação. “Ele também estava fazendo tratamento com antibiótico e precisei esperar. A médica dele me explicou que a vacina não fazia mal e, então, decidir trazer”, revela.

Meta de imunização foi alcançada em todo Brasil

A meta de vacinação contra a gripe na campanha deste ano foi batida: em todo o país, 41,1 milhões de brasileiros, ou 81,5% do público-alvo, já tinham se vacinado até o início da tarde de ontem, último dia da mobilização nacional. O estado do Paraná superou a meta, imunizando 85,9% do grupo prioritário – 1,9 milhão de pessoas. A expectativa do Ministério da Saúde era vacinar pelo menos 80% das 49,8 milhões de pessoas consideradas mais vulneráveis para complicações da gripe.

O Ministério da Saúde enviou aos estados 54 milhões de doses da vacina para imunizar as 49,8 milhões de pessoas que fazem parte do público-alvo. Vários estados anteciparam o início da vacinação. Desde a última sexta-feira (13), cem por cento das doses já haviam sido recebidas pelos gestores estaduais de saúde, que por seu turno são responsáveis pela distribuição aos municípios.

“Embora o encerramento da campanha esteja programado para esta sexta, os estados que ainda não alcançaram a meta, ou ainda possuírem doses disponíveis, podem seguir vacinando a população prioritária”, explica o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Antonio Nardi. Segundo o secretário, em todo o país, 22 estados puderam adiantar suas vacinações, o que permitiu a alta cobertura vacinal.