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Apucarana confirma sete casos de dengue

Fernando Klein

| Edição de 28 de março de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Autarquia Municipal de Saúde (AMS), de Apucarana, confirmou ontem sete casos de dengue. São três autóctones (contraídos no município) e quatro importados (contraídos em outras cidades). São os primeiros casos deste ano epidemiológico, que começou em agosto de 2018. 

Imagem ilustrativa da imagem Apucarana confirma sete casos de dengue

Segundo o coordenador do setor de Epidemiologia da AMS, enfermeiro Luciano Pereira da Silva, o município já realizou ações de bloqueio nos bairros onde a doença foi registrada. Os casos confirmados ocorreram com moradores ou visitantes de famílias residentes do Jardim Kennedy, Jardim Aeroporto (dois), Núcleo Habitacional Parigot de Souza (dois), Jardim Tibagi e centro. Os pacientes estão sendo acompanhados por profissionais da saúde e passam bem.
Os resultados positivos foram encaminhados à Autarquia Municipal de Saúde pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) na segunda (25) e terça-feira (26). O município já soma 74 notificações suspeitas da doença.
"Apesar da preocupação com esses casos, a situação de Apucarana está controlada. Cidades do mesmo porte, como Arapongas, já têm registros da doença confirmados há mais tempo", afirma Luciano, citando ainda a proximidade de Londrina, que tem o maior número de registros de dengue no Paraná. 
Arapongas conta com seis casos confirmados neste ano epidemiológico, enquanto Londrina 460. No Paraná, o boletim desta semana mostra 325 novos casos de dengue - eram 1.197 na semana anterior, número que subiu para 1.522.
Oito cidades estão em situação de epidemia no Paraná, sendo seis na região Norte do Paraná: Além de Lupionópolis, Uraí, Itambé e Santa Mariana, também entraram na lista nesta semana Rancho Alegre, Japurá, Cafeara e Santo Antônio do Paraíso.
ALERTA
O coordenador do setor de Epidemiologia da AMS, Luciano Pereira da Silva, afirma que os casos devem servir de alerta para a população. “Os moradores precisam colaborar com a limpeza de seus quintais, evitando o acúmulo de água em recipientes que possam servir de criadouros do Aedes aegypti, transmissor da dengue e outras doenças”, assinala. Ele orienta para os principais sintomas da dengue, como dor de cabeça, dor no fundo do olho, dores articulares e febre. 
Com a chegada do outono e a queda gradual das temperaturas, Luciano afirma que a tendência é de redução das notificações. “Mesmo assim, o município está atento para combater a dengue e pede a colaboração de toda população”, completa.