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Apucarana lidera criação de vagas no setor de vestuário no quadrimestre

Renan Vallim

| Edição de 10 de junho de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Apucarana é o principal destaque estadual na geração de empregos no setor de vestuário entre janeiro e abril deste ano. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o município registrou o maior saldo de empregos (diferença entre demissões e contratações) no Paraná. O índice da cidade ficou mais de 50% acima do segundo colocado, Cianorte.

Imagem ilustrativa da imagem Apucarana lidera criação de vagas no setor de vestuário no quadrimestre

Apucarana criou, no período, 334 vagas. Foram 1.354 contratações, contra 1.020 demissões. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Apucarana e Vale do Ivaí (Sivale), Jayme Leonel, o setor sentiu uma melhora com relação ao ano passado. “Houve uma pequena recuperação sim. Essas novas contratações chegam para repor alguns cargos que foram cortados no período mais agudo da crise. Mas ainda não dá para comemorarmos muito”, pontua.
Segundo ele, a economia mostra sinais de que está voltando a caminhar. “O que nos deixa receosos é o noticiário político. Essa instabilidade toda afeta a economia. Mas, apesar de tudo, esperamos que a economia possa continuar melhorando até o final do ano”, ressalta.
Depois de ver a produção despencar a partir de 2015 por causa da crise econômica e cortar postos de trabalho, o setor paranaense do vestuário começa a dar sinal de retomada. Foi o segundo que mais gerou empregos no Estado, atrás apenas da indústria de bebidas e alimentos, nos primeiros quatro meses do ano.
Além de Apucarana, as cidades de Cianorte (saldo de 193 vagas) e Maringá (saldo de 137) também estão entre as que mais geraram empregos no setor no primeiro quadrimestre.

PARANÁ
No Paraná, o saldo entre admitidos (12.122) e demitidos (9.930) no primeiro quadrimestre foi de 2.192 vagas. Este é o melhor resultado para o 1º quadrimestre dos últimos três anos. No mesmo período de 2016 o saldo era negativo em 6.585 postos e, em 2015, em 1.452 postos.
O Paraná foi o terceiro Estado com maior saldo de empregos formais no setor do vestuário do País no primeiro quadrimestre, ficando atrás apenas de Santa Catarina (8.014) e São Paulo (3.825). O Paraná foi responsável por 12% do saldo do País no período.
Em todo o Estado, foram as empresas que possuem entre 20 e 49 funcionários as que mais contrataram no período, com 2.550 admitidos, seguidos dos estabelecimentos que possuem de 50 a 99 funcionários (2.476 admitidos). No entanto, os estabelecimentos que vêm mantendo um saldo de empregos formais positivos, ou seja, que estão contratando mais e demitindo menos, são os pequenos, que possuem até quatro funcionários, com saldo de 795 postos no quadrimestre.
Ao contrário de outros polos de produção no País, o setor de vestuário do Paraná depende principalmente do consumo interno e, por isso, foi mais afetado na crise. Nos últimos meses, porém, o mercado interno ganhou um impulso adicional com o dinheiro movimentado na economia a partir saques das contas inativas do FGTS.