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Apucarana tem gasolina mais cara do Paraná, aponta ANP

DA REDAÇÃO

| Edição de 20 de abril de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Agência Nacional do Petróleo (ANP), divulgou ontem um levantamento realizado em 11 cidades do Paraná que apontou Apucarana como a cidade pesquisada que tem a gasolina comum mais cara de todo Estado. Conforme o estudo, que foi realizado entre os dias 11 e 17 deste mês, em média, o preço cobrado pelo combustível em Apucarana é de R$5,60. O valor mínimo cobrado pelo litro da gasolina é de R$5,34 e o mais alto, R$5,79. Ontem, o menor preço da gasolina comum em Apucarana era de R$ 5,54 e o maior preço era de R$ 5,69.

Ainda de acordo com a pesquisa da ANP, a segunda gasolina mais cara do Paraná entre as pesquisadas é encontrada em Maringá, com o preço médio de R$5,44. O valor mais alto foi de R$5,67. Curitiba tem a gasolina mais barata, R$5,08 com maior preço encontrado de R$5,19.
Em nota, o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis e Lojas de Conveniências do Estado do Paraná (PARANAPETRO), afirma que a pesquisa realizada pela ANP é superficial e explica o que pode ocasionar a diferença nos preços entre os municípios. “A ANP realiza pesquisa de preços em apenas 11 dos 399 municípios do Paraná. Deste modo, entendemos que é inexato afirmar que Apucarana “tem a gasolina mais cara do estado”. 
Segundo o sindicato, a diferença de preços entre cidades está relacionada a vários fatores. “Esclarecemos que os postos não podem comprar os combustíveis diretamente das refinarias da Petrobras. Os postos devem comprar das distribuidoras. Neste ponto, está uma das causas da diferença de preços entre cidades: as companhias distribuidoras possuem políticas de preço diferentes para cada cidade. Isto é, praticam preços diferentes de uma cidade para outra, mesmo próximas. Até mesmo dentro de uma mesma cidade as companhias distribuidoras vendem aos postos combustíveis com outros preços, conforme bairro ou região. Como o mercado é livre, isto é possível e ocorre, com frequência. Outros fatores são os custos que cada cidade oferece, que vão do transporte do produto e aluguel do ponto até seguros, além do volume de venda. Ressaltamos que o mercado é livre, não existe tabelamento, e estas margens variam muito, conforme a decisão de cada revendedor e seus custos”, afirma a nota.
De acordo com o coordenador do Procon em Apucarana José Carlos Balan, o órgão tem feito o acompanhamento da evolução dos preços na cidade. “Observamos se os estabelecimentos estão aplicando os preços em conformidade com os reajustes feitos pela Petrobras, tanto os aumentos quanto as reduções. Já tentamos descobrir essa metodologia dos preços aplicados na bomba, mas isso demanda um estudo mais aprofundado do tema. O que observamos por hora é que, o custo operacional da empresa influencia os preços dos combustíveis na bomba. Quanto maior a estrutura do posto, mais funcionários, maior o custo da empresa e consequentemente, maior o preço aplicado no produto”, argumentou Balan.