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Apucarana terá anel rodoviário até 2021

Renan Vallim

| Edição de 06 de outubro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) desenvolveu o Plano Estadual de Infraestrutura e Transportes (PELT), que lista dezenas de obras e ações consideradas fundamentais em termos logísticos para o Paraná até 2035. Uma das principais propostas para a região é a criação de um ‘anel rodoviário’ ao redor de Apucarana, contemplando os contornos Norte e Sul, além da criação do Contorno Leste. De acordo com o prefeito Beto Preto (PSD), o anel rodoviário deve ficar pronto até 2021.

Imagem ilustrativa da imagem Apucarana terá anel rodoviário até 2021


O secretário-executivo do Conselho de Infraestrutura da Fiep, João Arthur Mohr, coordenou o trabalho de desenvolvimento do PELT 2035 junto a outras 19 entidades de todo o estado. Segundo ele, o Anel Rodoviário de Apucarana é estratégico para a melhoria da logística da região. “Apucarana é um entroncamento rodoviário. Um anel em torno do município facilitaria o transporte de cargas do norte do estado para o sul”, destaca.
Ele afirma que os trechos em questão devem ser duplicados. “É essencial adequar essas vias para o recebimento de um fluxo de automóveis e caminhões cada vez maior. Portanto, é necessário que esses trechos sejam duplicados”, ressalta.
De acordo com o prefeito Beto Preto, o projeto do Anel Rodoviário vai trazer benefícios diretos para o trânsito de Apucarana. “Acredito que seja fundamental, sobretudo para retirar o tráfego pesado de dentro da cidade. Infelizmente, ainda registramos muitos acidentes na Avenida Minas Gerais e, com a criação do Contorno Leste, acredito que esses números cairiam bastante”, avalia.
A Construção do Contorno Leste está prevista no contrato de concessão da rodovia BR-376. De acordo com o documento, a CCR RodoNorte, que administra a rodovia, deve iniciar as obras em 2020, com conclusão para o ano seguinte.
“Recentemente, entrei em contato com o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) do Paraná para verificar o estágio em que o projeto se encontra. Estamos acompanhando a situação de perto e queremos este contorno pronto até 2021. Nós não aceitamos a postergação deste prazo, em vista da necessidade e importância da obra”, destaca Beto Preto.
Em resposta para a Prefeitura de Apucarana no início deste ano, o DER confirmou os prazos, mas informa que o projeto ainda não foi realizado.
O objetivo do PELT 2035 é mostrar os gargalos dos setores de transporte, logística e infraestrutura no estado e indicar possíveis soluções. O documento contém obras prioritárias nos modais rodoviário, hidroviário, aeroviário e ferroviário.
Das 99 obras citadas no PELT 2035, 60% estão no modal rodoviário; 15% no Porto de Paranaguá; 15% no modal aeroviário; e 10% em ferrovias.

Proposta abrange rodovias, ferrovias e aeroporto
O PELT 2035 apresenta ainda a necessidade de outros investimentos na região. Uma delas é a melhoria nas ferrovias que passam por Apucarana. 
Outro ponto abordado é a modernização do Aeroporto Capitão João Bussi, também em Apucarana, além de melhorias e duplicações em dois trechos de rodovias estaduais: a PR-272, entre Ivaiporã e Mauá da Serra; e a PR-466/BR-369, entre Ivaiporã e Jandaia do Sul.
“As ferrovias precisam ser modernizadas, de modo que o escoamento da produção seja feito com maior qualidade e rapidez ao Porto de Paranaguá. As melhorias no aeroporto são importantes para incentivar a aviação executiva regional, visto que os aeroportos comerciais de Maringá e Londrina estão muito próximos. E as obras nos trechos rodoviários são para adequar o intenso fluxo de veículos, sobretudo caminhões, formando um importante eixo norte-sul na região central do estado, saindo de Guarapuava, passando por Ivaiporã e ramificando em três eixos: Mauá da Serra, Jandaia do Sul e o oeste do estado”, destaca João Arthur Mohr, secretário-executivo do Conselho de Infraestrutura da Fiep.