O Movimento Tarifa Zero, encabeçado por Arapongas e Rolândia, terá a partir de agora uma comissão única para discutir as ações relativas ao pedido de isenção do pedágio para moradores de ambos municípios. A discussão ganhou evidência no mês passado quando a concessionária Viapar, fechou a Estrada do Ceboleiro, que liga os dois municípios através da zona rural. O fechamento ocorreu após concessão de uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF).
A comissão foi formada ontem no início da noite durante reunião entre vereadores e lideranças na sede do Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima). Uma das decisões que está na pauta da comissão é um protesto com fechamento da praça de pedágio de Arapongas. A data ainda não foi definida, mas a mobilização deverá reunir manifestantes tanto de Arapongas quanto de Rolândia. Com isso, a expectativa é que adesão popular seja expressiva.
Na primeira reunião, cerca de vinte pessoas participaram, entre vereadores e lideranças, de Arapongas e Rolândia. Segundo o vereador araponguense Aroldo Pagan (PHS), com a comissão os trabalhos serão otimizados, evitando a duplicidade de ações. “A reunião de hoje (ontem) vai nortear os próximos passos a serem dados quanto a isenção do pedágio para os moradores e também sobre a reabertura da Estrada do Ceboleiro”, diz.
Como o objetivo é o mesmo, segundo Pagan, não faz sentido tomar decisões de forma individual. “O nosso questionamento e luta é para isentar ou, no mínimo, conseguir a redução da cobrança da tarifa para os moradores, porque o valor cobrado é exorbitante. Não faz sentido cobrar a tarifa cheia de R$8,20 do morador que simplesmente, em muitos casos, só precisa praticamente cruzar a praça de pedágio”, afirma.
O também vereador João Ardigo (PSB), de Rolândia, acredita que a formação da comissão será positiva, uma vez que as decisões serão unificadas.
Apesar de quase um mês de mobilização, até o momento, não houve avanços nas negociações com a Viapar. Ontem à tarde, vereadores de Rolândia fizeram uma reunião com a promotora Lucimara Ferro, mas foram informados que, por se tratar da BR-369, o caso deveria ser encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF).
Ele explica que, caso as negociações não avancem, será dada entrada em uma ação civil pública pedindo a reabertura da Estrada do Ceboleiro. “Essa estrada tem servidão pública”, frisa Ardigo.