A morte de quatro gansos recentemente no Parque dos Pássaros, em Arapongas, chamou atenção para a redução do número de aves da espécie nos últimos anos no local. Os gansos, assim como os patos, são considerados uma das principais atrações dos três lagos do parque. Atualmente, são apenas 14 gansos e 6 patos. Há cerca de cinco anos, a população dessas aves era bem maior, estimada em cerca de 120 animais.
O secretário de Agricultura, Serviços Públicos e Meio Ambiente (Seaspma), o engenheiro agrônomo Luiz Gonzaga Pereira, observa que, entre 2010 a 2012, havia uma superpopulação de aves. “Na época, alguns casais de gansos chegaram a ser doados para controle de população. Porém, o número começou a reduzir ao longo dos últimos anos. Como não era feito monitoramento constante, não se percebeu essa situação”, diz.
Gonzaga observa que um dos motivos da redução é a presença de lagartos na área do parque, que acabavam encontrando os ninhos feitos no entorno dos lagos e comiam os ovos. “Agora, quando começar a época de reprodução, em setembro, vamos fazer o monitoramento e evitar que isso ocorra novamente”, adianta.
Entretanto, o secretário ressalta que a população não pode passar de 50 aves para que não extrapole a capacidade do parque. Além do monitoramento de gansos e patos, o Parque dos Pássaros é conhecido por peixes e também tartarugas. “O parque é aberto o tempo todo, mas o público maior é recebido aos fins de semana. Recebemos cerca de 500 pessoas entre sábado e domingo”, calcula.
O secretário sublinha que recentemente foi adotado um novo manejo, que incluiu pontos de distribuição de frutas em pontos fixos, o que tem atraído novas espécies de pássaros. “Com isso, nós já percebemos a presença de mais de 20 espécies. É comum encontrar sanhaços, bem-te-vis e canários. Notamos a presença também de três garças”, exemplifica.
INCIDENTE
Sobre o incidente envolvendo a morte de quatro gansos no último sábado, o secretário afirma que uma equipe está monitorando o local e também algumas medidas foram tomadas, como autópsia das aves e observação da água. “Não ocorreu nenhum novo caso de morte de gansos, patos nem de peixes, o que significa que a água não está contaminada. A mancha escura na água era própria da decomposição orgânica. Também descartamos vandalismo, porque a ave ferida apresentava sinais de mordidas”, comenta.
A hipótese mais provável, segundo ele, é que o grupo de gansos tenha sido atacado por um cachorro e, com o estresse gerado durante a fuga, as aves morreram. “São aves muito sensíveis”, avalia.