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Arapongas implanta Patrulha Maria da Penha e reivindica Delegacia da Mulher

Vanuza Borges

| Edição de 20 de maio de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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A Patrulha Maria da Penha foi implantada oficialmente ontem em Arapongas, quinto município do Estado a aderir ao programa. Durante a oficialização da parceria entre município e Tribunal de Justiça, o prefeito Antônio José Beffa reafirmou o compromisso em trazer para o município a Delegacia da Mulher, considerada também essencial no atendimento à mulher vítima de violência.

Imagem ilustrativa da imagem Arapongas implanta Patrulha Maria da Penha e reivindica Delegacia da Mulher

Beffa, inclusive, revelou que o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Paulo Roberto Vasconcelos, que esteve presente no evento, se comprometeu em auxiliar nesta questão. “Ele ligou na minha frente para o Secretário de Justiça falando da situação, que prometeu que vai arrumar uma delegada para Arapongas”, compartilhou. Beffa antecipou que vai até Curitiba na semana que vem para garantir a vinda de uma delegada para o município. Durante o discurso, o prefeito ressaltou que a casa onde deveria funcionar a Delegacia da Mulher já está disponível há anos, porém falta não só a delegada, mas também investigadoras.

Sobre a implantação da Patrulha Maria da Penha, Beffa avalia como um avanço. “Como assessor da Pastoral da Família, da Diocese de Apucarana, conheci de perto a realidade de muitas famílias”, disse. Este motivo foi o que o fez incentivar a implantação do programa. Já tem apresentado excelentes resultados em outras cidades e, com certeza, trará muitos benefícios à população araponguense”, ressalta.

Para a desembargadora Denise Kruger Pereira, responsável pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, a Patrulha é mais uma conquista no enfrentamento da violência contra a mulher, permitindo um atendimento mais humanizado. “Ao fazer o monitoramento preventivo e periódico das medidas protetivas dará mais efetividade à lei. Onde a Patrulha já atua, o índice de reincidência diminuiu e o descumprimento da medida protetiva também”, frisa.

A diretora do Fórum de Arapongas, Juíza Raphaela Benetti, por sua vez, avalia que a Patrulha Maria da Penha vai ser um elo entre o Poder Judiciário e às mulheres vítimas de violência. “Será os olhos do Poder Judiciário e ferramenta essencial para dar efetividade as decisões adotadas em casos de violência doméstica. E com a rede interdisciplinar, outras mulheres serão incentivadas a denunciar”, acredita.

PATRULHA

A Patrulha Maria da Penha realiza visitas periódicas às residências de mulheres em situação de violência doméstica e familiar, para verificar o cumprimento das medidas protetivas de urgência e reprimir atos de violência. Em Arapongas, 54 pessoas, de diversas áreas, passaram por capacitação para atender às vítimas de violência doméstica. Já a equipe especializada da guarda conta com três agentes.