O mercado de trabalho formal de Arapongas liderou na criação de vagas de trabalho em janeiro na região, aponta relatório do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério do Trabalho. Foram criadas 129 vagas. O setor moveleiro foi um dos principais responsáveis pelo crescimento, com a criação de 51 novas vagas. Em Apucarana, apesar do bom momento do setor de confecção, o corte de vagas na construção civil fez com que o saldo ficasse negativo.
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Entre as cinco maiores cidades da região, o saldo foi negativo, com corte de 36 empregos. Arapongas foi quem teve o melhor desempenho, com as 129 vagas criadas. O polo moveleiro da cidade representa quase 40% desse total, com 51 postos de trabalho criados. No município, alimentador de linha de produção foi o cargo com maior número de novas vagas preenchidas no mês: 100. Em seguida aparece estofador de móveis, com 10 novas vagas, e auxiliar de escritório, com seis.
Em Apucarana, o saldo ficou negativo, com o corte de 60 vagas de emprego. Este desempenho aconteceu muito por conta da construção civil, que cortou 434 postos de trabalho no primeiro mês deste ano. Em compensação, as fábricas de roupas e bonés mantiveram o crescimento apresentado no último semestre de 2017, com a criação de 210 novas vagas.
O setor frigorífico também teve bom desempenho na cidade, criando cerca de 100 vagas. O comércio mostrou reação, abrindo 15 novas vagas. Entre todos os setores, o cargo de alimentador de linha de produção foi o que mais gerou novos empregos: 107. Depois vem costureiro, com 44, e auxiliar de escritório, com 21.
Além de Arapongas, a cidade de Ivaiporã também ficou com números positivos. O município criou sete vagas, com destaque para o setor de Serviços, que criou 22 vagas no mês. Mais da metade destes empregos foi criado no subsetor de alojamento e alimentação, como cozinheiro (4), zelador e faxineiro (2 cada).
Jandaia do Sul registrou a maior queda na criação de empregos, com 89 postos de trabalho cortados. Ao todo, 79 deles foi no cargo de trabalhador na cultura de cana-de-açúcar. Em Faxinal também houve queda, porém mais branda: menos 23 postos de trabalho, sem que nenhum setor se destacasse.
PARANÁ
O Paraná criou 11.637 empregos com carteira assinada em janeiro de 2018, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, divulgados ontem. Foi o melhor resultado para o mês de janeiro desde 2014, quando foram criadas 11.991 vagas.
O saldo de janeiro de 2018 foi mais que o dobro do ano passado, quando tinha ficado em 4.973. No mês, o Estado teve o quarto maior saldo entre admissões e demissões entre os estados, atrás apenas de São Paulo (20.278), Rio Grande do Sul (17.769) e Santa Catarina (17.348). No total, o Brasil registrou a geração de 77.822 vagas no primeiro mês do ano.