Cento e setenta e cinco motociclistas se envolveram em acidentes de trânsito nas vias urbanas, de janeiro a junho deste ano, na área urbana de Arapongas. Apesar da queda de 17% nas ocorrências em relação ao ano passado, o número representa quase um acidente por dia apenas neste tipo de ocorrência. No mesmo período de 2015 foram registradas 213 situações. Já quanto ao número de mortes, os motociclistas representam a metade dos óbitos no trânsito. Das quatro situações ocorridas neste ano, duas vítimas fatais eram motociclistas. No ano passado, a metade das mortes no trânsito também foi de condutores de motos, totalizando três óbitos.
O número de motos nas ruas representa 27,52% da frota total de Arapongas, que é de 77, 3 mil veículos. Já quando se trata de acidentes, as motocicletas correspondem a 37% dos acidentes de trânsito no primeiro semestre de 2015. No ano passado, este número era ainda maior, 43%. Das 493 situações, 213 envolviam motocicletas ou motonetas. Os números revelam uma redução gradativa de acidentes, em especial com motos. No geral, houve uma queda de 5,27% no índice deste tipo de ocorrência.
Arapongas já chegou a ser classificada como o 6º trânsito mais violento do estado em número de acidentes, segundo estudo do Mapa da Violência de 2013.
Para o gerente administrativo da Diretoria de Trânsito de Arapongas (Diretran), João Carlos Schelen, a redução é resultado de uma série de ações desenvolvidas, como campanhas e blitzes educativas, além de intervenção no trânsito com a colocação de semáforos em pontos críticos.
“Trabalhamos com os motoristas, de forma geral, a conscientização no trânsito, principalmente sobre a importância do respeito à sinalização e limite de velocidade”, diz.
“Também instalamos dois semáforos este ano em pontos problemáticos. Uma foi instalado no cruzamento das ruas Pomba com Condor e outra na Flamingos com Drongo”, comenta. A previsão até o final do ano é que mais quatro equipamentos sejam instalados em vias de grande fluxo de veículos. Um semáforo será instalado na Rua Pombas com a Rua Drongo. Com isso, a expectativa é reduzir ainda mais o número de acidentes.
Na avaliação de Schelen, neste primeiro semestre, houve queda no emplacamento de novos veículos e o fluxo também está menor nas ruas. “Isso também influência o número de acidentes”, pontua.
Risco é maior, alerta Detran
Amanhã, Dia Internacional do Motociclista, o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran), a Polícia Militar, o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), organizações não governamentais e parceiros realizam uma série de atividades educativas. Os motociclistas são considerados o maior grupo de risco no trânsito brasileiro.
“Todos os dias são registrados, em média, 40 acidentes envolvendo motociclistas no Estado. Estudos mostram que o risco de morrer em um acidente de moto é 20 vezes maior do que em um automóvel e essa probabilidade sobe para 60 vezes se a pessoa não estiver usando o capacete”, alerta o diretor-geral do Detran, Marcos Traad.
Segundo o Boletim Estatístico, da Seguradora Líder, responsável pelo Seguro DPVAT, em 2015, os motociclistas foram as maiores vítimas nas indenizações pagas por Morte e Invalidez Permanente em acidentes de trânsito no Brasil, representando 74% dos acidentados.
Estão previstas ações em Curitiba, em Apucarana, Campo Mourão, Cascavel, Cornélio Procópio, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Londrina, Sarandi, Maringá, Paranavaí, Pato Branco, Ponta Grossa, Jacarezinho, São José dos Pinhais e Umuarama.