Dezenas pessoas, entre familiares, amigos e vizinhos de Aparecido Pereira, 65 anos, foram às ruas ontem no centro de Arapongas para pedir mais segurança. O araponguense foi assassinado na manhã da última segunda-feira, por ladrões que invadiram sua casa, na rua Falcão. O crime causou grande comoção na vizinhança. Dois suspeitos de envolvimento no crime foram presos e um está foragido.
Os filhos da vítima, Stephanie e Esdras Fernandes Pereira mobilizaram as pessoas pelas redes sociais e contam com justiça. “Estamos aqui há tão poucos dias do falecimento do meu pai e o que a gente viu até agora foi uma polícia totalmente engajada no trabalho, porém sem estruturas para trabalhar”, lamenta Sthephanie.
A intenção da passeata, segundo Esdras, é chamar atenção para construção de um presídio em Arapongas. “Essas pessoas que mataram meu pai estão presas, mas temos medo que daqui uns dias, por falta de estrutura, elas estejam por aí cometendo outros crimes. Se esse movimento não tiver o impacto necessário vamos fazer mais vezes”, acrescentou o filho de Aparecido.
A passeata chamou atenção para a fragilidade do sistema prisional em Arapongas e contou com apoio do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), que há tempos reivindica uma nova unidade prisional para cidade. “Está acontecendo a troca de valores, pois o cidadão tem que ficar em casa, enquanto o bandido, que já tem várias passagens pela polícia, está andando por aí”, lamenta major Edwayne Arduin, presidente do Conseg.
Para major Arduin, o que agrava ainda mais a violência são fatores, como o desemprego, a situação econômica, a desmotivação da polícia, que muitas vezes não tem manutenção das viaturas e também não ficam com a armamentos aquém dos bandidos. “A palavra do bandido está valendo mais do que a da polícia. É um absurdo”, ressalta.
Segundo a Polícia Civil, dos três envolvidos na morte do idoso, dois são recém-saídos do sistema prisional e eram monitorados por tornozeleira eletrônico. O equipamento, inclusive, levou à prisão do Wellington Ferreira da Silva, 27 anos. O outro suspeito que também usava o equipamento, Adriel Alves da Silva, 19 anos, está foragido. Os dois eram monitorados após progressão de regime pelos crimes de tráfico de drogas e roubo. O segundo detido não teve a identidade revelada pela polícia porque delatou os comparsas.
O CRIME
O crime aconteceu por volta das 8h30 da última segunda-feira, quando dois homens armados com um simulacro invadiram a casa do idoso, na Rua Falcão. A vítima percebeu que a arma era de brinquedo e como tinha uma pistola, pegou a arma na tentativa de intimidar os bandidos. Os dois, entretanto, entraram em luta corporal com o idoso e conseguiram desarmá-lo. Pereira foi atingido na cabeça e morto com a própria arma.