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Arapongas testa câmeras capazes de identificar placas de veículos

Vanuza Borges

| Edição de 20 de setembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A instalação de duas câmeras na Avenida Gaturamo, quase em frente ao Centro de Referência de Nutrição de Arapongas (Cerena), tem chamado a atenção de quem passa pelo local, em especial, de motoristas apressadinhos. Apesar da semelhança e da posição estratégica, os equipamentos não são radares, e sim câmeras com sistema de monitoramento OCR (Reconhecimento Óptico de Caracteres, na tradução literal). As câmeras fazem parte do “Projeto Muralha Virtual Veicular”, que deu início essa semana à fase de testes.

Imagem ilustrativa da imagem Arapongas testa câmeras capazes de identificar placas de veículos
Avenida Gaturamo recebeu duas câmeras, que estão em fase de testes | Foto: Sérgio rodrigo

A iniciativa, considerada pioneira na área de segurança pública em todo território nacional, foi lançada em março deste ano pelo Consórcio Intermunicipal de Segurança Pública e Cidadania de Londrina e Região (Cismel), que tem 21 municípios associados. “Essas câmeras têm duas funcionalidades: a identificação de placa de veículos e também o videomonitoramento. Com isso, as imagens serão monitoradas pela Guarda Municipal e também serão enviadas simultaneamente para a central do Cismel em Londrina”, revela o prefeito de Arapongas e presidente do consórcio, Sérgio Onofre (PSC).
A expectativa, segundo ele, é que o sistema passe a funcionar no final do mês de outubro, quando devem chegar as câmeras que pertencem ao sistema de monitoramento do município e estão em manutenção em São Paulo. Esses equipamentos foram enviados para o fabricante, que irá fazer a adaptação, para serem usadas pelo Projeto Muralha”, explica. Ao todo, 17 câmeras estão em manutenção e outras 13 devem ser encaminhadas em breve.
Onofre comenta que todos os municípios integrantes do Cismel enviaram câmeras para adaptação e, em breve, deverão receber de volta os equipamentos, dando início à execução do projeto. “É um projeto pioneiro na área de segurança pública, que vai possibilitar o trabalho integrado de várias policiais, inibindo à criminalidade, em especial de furtos e roubos de carros”, diz. 
O prefeito observa ainda que tem um projeto no Ministério da Justiça, orçado em R$ 3,5 milhões, que prevê a ampliação desta iniciativa, com aquisição de novas câmeras e softwares. Quando liberado o recurso, Arapongas terá outras 30 câmeras com essa tecnologia. “Também vamos pedir às concessionárias de pedágios que adotem o projeto, instalando câmeras nas entradas de todos os municípios, assim vamos integrar toda a região”, diz.
O gerente administrativo da Sestran e integrante do setor de projetos do Cismel, Alfredo Quenehen dos Santos, complementa que essas câmeras são de alta resolução e custam, em média, R$ 8mil. “Nos próximos dias, vamos receber novas câmeras de fabricantes para fazer o teste. O fabricante das câmeras atuais também tem feito a readequação dos nossos equipamentos, cobrando apenas o valor da mão de obra, por acreditar nessa iniciativa pioneira”, diz. O custa de adaptação de cada câmera é de R$ 1 mil.