O último remanescente de Mata Atlântica no quadro urbano de Ivaiporã, com área de 8,65 ha. conhecida como Mata do Placídio e que pertence à uma loteadora será transferida para a Prefeitura e transformada em horto florestal. Na semana passada, o Conselho Municipal do Plano Diretor aprovou a transferência como área institucional do empreendimento Jardim Casa Grande 4. A loteadora Casa Grande também está deixando área de preservação de mais 29 mil m².
Além da área da mata, a loteadora também se comprometeu a executar pavimentação asfáltica em mais de mil m², na Rua Alfenas, ao lado do Jardim Casagrande. De acordo com o prefeito Luiz Carlos Gil (PSDB), a transferência da área para o Poder Público é um anseio antigo da população. “É um pedaço da Mata Atlântica em nossa cidade que faz parte da nossa história e precisa ser preservada. Inclusive, com a constituição do local em horto florestal, poderemos receber repasses de ICMS ecológico que será investido na própria preservação da mata. A Mata do Plácidío é essencial à nossa qualidade de vida, por isso devemos preservá-la para as presentes e para as futuras gerações”, destaca Carlos Gil.
Donizete Pires, presidente do conselho do Plano Diretor, diz que com a autorização da transferência, os conselheiros reconhecem o esforço da Prefeitura em transformar a Mata do Plácidio em uma área legalmente protegida. “É a maior área verde do quadro urbano. Acreditamos que sob a tutela do Poder Público e transformando o local em horto florestal, será maior a garantia de sua preservação”, assinala Pires.
Para o controlador do Município, Sergio Ribeiro da Silva é uma excelente oportunidade para a cidade, já que a população ganha uma área verde que antes era privada. “Isso, também favorece a criação de várias políticas públicas no setor de meio ambiente. No futuro, também podemos criar no local até um zoológico, nos moldes do horto florestal de Maringá”, comenta Silva.
LEVANTAMENTO
O secretário de Meio Ambiente, Jayme Ayres, relata que nos próximos dias técnicos irão realizar o levantamento da fauna e flora da Mata do Plácidio.
“Na prática, será uma das primeiras etapas do processo para a constituição de uma unidade de conservação. Como é relativamente preservada, a área servirá como abrigo para flora e fauna, pesquisa científica e fonte para coleta de sementes. Além disso, pretendemos promover a recuperação das nascentes, com o intuito de melhorar a quantidade e qualidade de nossos recursos hídricos”, completa Ayres.