A área de plantio do feijão das secas, finalizado na semana passada na região do escritório da Seab de Ivaiporã aumentou 27,5%, passando de 8 mil hectares para 10,2 mil hectares. A área semeada com o milho safrinha será concluída nesta semana e deve atingir 42,6 mil ha. Conforme estimativa do Deral, é 20% maior que no ano passado, quando o milho safrinha teve área plantada de 35,5 mil ha.
Sergio Carlos Empinotti, agrônomo do escritório regional do Deral de Ivaiporã diz que até agora as chuvas que estão atrapalhando a colheita da soja, por outro lado, contribuem para o bom desenvolvimento das duas culturas. Da área cultivada com o milho safrinha 70% se encontra em fase de desenvolvimento e 30% em fase de germinação. O feijão 70% em fase de desenvolvimento, 20% em floração e 10% em germinação.
Empinotti explica que a decisão do produtor entre plantar feijão ou milho é motivada pelos preços dos produtos e também pelos custos relativos à produção. No caso do milho, a cotação do mercado na última sexta-feira era de R$ 33,90 a saca de 60 quilos. Em 2015, no mesmo período o mercado comprava milho safrinha por R$ 18 a saca.
Já o feijão da seca era cotado anteontem a R$ 200. Em março do ano passado estava em R$ 150. “Já houve preços históricos maiores quando, a saca foi vendido pelos produtores a R$ 270”, relata Empinotti. Ele relata ainda que a cotação atual de R$ 200 é reflexo da falta de produto no mercado na região.
“Na primeira safra, a maioria dos produtores de feijão tiveram a produção frustrada em razão do excesso de chuvas na colheita. O feijão que hoje entra no mercado de Ivaiporã está vindo de outras regiões”, completa Empinotti.
O agricultor Aldori Hulssemann da localidade de Sabugueiro, em Ivaiporã, plantou oito alqueires de feijão, a mesma área do ano passado. Ele diz que está confiante e pretende recuperar com o feijão e o trigo que será plantado em maio os prejuízos com a recente colheita da soja. “O custo de produção do feijão é bem menor que outras culturas e, se o preço estiver bom na colheita, costuma ser bastante lucrativo”.
O trigo na região de Ivaiporã começa a ser plantado no fim de março e início de abril. A estimativa do Deral para a safra 2016/2017 é de que a área semeada seja praticamente a mesma do ano passado, o que corresponde a aproximadamente 137 mil hectares.
FEIJÃO DAS ÁGUAS
Quem colheu antes do natal não teve quebra na produção e vendeu o feijão das águas em média a R$ 180 a saca. Porém, a maioria dos agricultores da região de Ivaiporã enfrentou o excesso de chuva no final de dezembro e a primeira quinzena de janeiro. Houve atraso na colheita e o resultado foi perda na qualidade, com grãos ardidos ou brotados. Na época, este tipo de produto chegou a ser comercializado à R$ 50 a saca.