Casos de homicídios e latrocínios têm registrado um avanço nas principais cidades do Vale do Ivaí. Dos 26 municípios que integram a 17ª Subdivisão Policial (SDP), com sede em Apucarana, 14 registraram crimes contra à vida, o que corresponde a 53%. Anteontem, um homem, de 37 anos, foi assassinado a tiros em Arapongas. Gilmar Antônio da Silva, conhecido como “Bruxo”, foi atingido por disparos de arma de fogo, por volta das 23h30, na Rua Rouxinol, próximo à pedreira. Neste ano, este é o 22º assassinato registrado no município. No ano passado foram 21 ocorrências do gênero, representando um aumento de 4.7%.
Em Apucarana, o número de vítimas também já ultrapassou os registros do ano anterior em 22%, passando de 18 situações para 22 neste ano.
Outro município que também apresenta alta neste tipo de crime é Faxinal. Em 2015, quatro casos foram registrados. Neste ano, até o momento, foram seis. No Vale do Ivaí, o cenário se repete em Ivaiporã, que passou de 1 homicídio em 2015 para 4 em 2016.
Os dados fazem parte de um levantamento próprio da Tribuna. Em um parâmetro geral, a violência pode empatar de um ano para outro. Em 2015, foram registradas 75 mortes por homicídio, latrocínio e lesão corporal. Até ontem, foram registrados 74 vítimas deste tipo de crime.
Em Arapongas, a maioria dos crimes ocorridos neste ano está relacionado com o tráfico, segundo o delegado-adjunto Marcelo Sakuma. “Infelizmente, o crime de homicídio é difícil de prevenir. O trabalho da Polícia Civil é basicamente para combater os criminosos, retirando-os da rua”, diz.
Sakuma observa que o tráfico, além de estar atrelado aos casos de homicídios, também está associado a furtos e roubos. “É um crime com várias ramificações”, diz, observando a necessidade de políticas públicas para reduzir o consumo de drogas, além da entrada de entorpecentes no país.
Das vinte e duas mortes registrados em Arapongas, uma foi por latrocínio, que é roubo seguido de morte. Aparecido Pereira, 65 anos, foi morto durante um roubo na manhã do dia 27 de junho.
Outro crime que causou repercussão na cidade foi do assassinato da jovem surda e muda, Patrícia Aparecida de Lima, 30 anos. O corpo da vítima foi encontrado numa estrada rural uma semana depois do crime numa estrada rural.
Em Apucarana, a maioria dos casos também apresenta características associadas ao tráfico de drogas. Até ontem, das vinte e duas mortes, uma foi enquadrada como latrocínio. Francisco de Assis, de 43 anos, foi assassinado com um tiro no peito, após reagir a um assalto em um bar e mercearia no Parque Industrial Norte em Apucarana. O crime ocorreu em agosto.
IVAIPORÃ
Terceiro maior município da região em habitantes, o município de Ivaiporã registrou um aumento expressivo nos casos de homicídios e de feminicídios. Dos quatro crimes registrados, dois foram contra mulheres. No caso de maior repercussão, Miraldo Moraes Pedreira confessou ter matado a ex-mulher Carina Teixeira, 29 anos. O corpo da vítima foi jogado dentro de uma fossa numa propriedade rural de Miraldo e foi encontrado cerca de 20 dias depois do desaparecimento da jovem.
Outro caso de violência contra mulher aconteceu no último domingo. Ariane Paula Jacinty dos Santos, 23 anos, foi morta a tiros num bar pelo ex-companheiro.