O Banco Central confirmou a expectativa do mercado e cortou, ontem, a taxa básica da economia em 1 ponto percentual, para 9,25% ao ano. Foi o sétimo corte seguido da Selic.
No comunicado, o Copom indicou que o aumento da incerteza em relação à aprovação das reformas "impactou negativamente índices de confiança dos agentes econômicos". Para o comitê, no entanto, o impacto da queda na atividade "tem sido, até o momento, limitado."
Segundo o BC, a extensão do ciclo de cortes vai depender de "fatores conjunturais e das estimativas da taxa de juros estrutural da economia brasileira".
A manutenção do ritmo de corte, afirma o comunicado, vai depender da evolução da "atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação".
O afrouxamento monetário ocorre em um cenário de inflação abaixo do centro da meta do governo, de 4,5% ao ano.
Para o Banco Central, a trajetória da inflação permanece favorável, "inclusive nos componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária".
Em junho, país teve deflação pela primeira vez em 11 anos. O índice IPCA recuou 0,23% no mês passado e, em 12 meses, acumula avanço de 3%. (FOLHAPRESS)
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