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Base de Lula e oposição repudiam chacina

Da Redação

| Edição de 23 de fevereiro de 2023 | Atualizado em 23 de fevereiro de 2023

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A chacina em Sinop (MT), que matou sete pessoas, dentre elas uma menina de 12 anos, nesta terça-feira, gerou comoção nas redes sociais e virou tema de debate entre políticos aliados e de oposição ao governo Lula (PT). Enquanto os governistas destacaram o fato de que um dos responsáveis pela tragédia tem registro no Exército como Colecionador, Atirador Esportivo e Caçador (CAC) – grupo que cresceu estimulado por medidas armamentistas durante a gestão Bolsonaro -, a oposição defendeu principalmente a punição dos atiradores.

Os suspeitos dos crimes, Edgar Ricardo de Oliveira, de 30 anos, e Ezequias Souza Ribeiro, de 27, foram identificados por meio de imagens das câmeras de segurança do bar onde aconteceu o crime, motivado, segundo a polícia, pela derrota numa série de partidas de sinuca. Ribeiro foi morto em confronto com policiais nesta quarta-feira. Até final da tarde de ontem, Oliveira seguia foragido.

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Flávio Dino, associou a tragédia a uma “irresponsável política armamentista que levou à proliferação de ‘clubes de tiro’, supostamente destinados a ‘pessoas de bem’”.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, prestou solidariedade às famílias das vítimas e afirmou que é de conhecimento “quem é o guru do ódio que estimulou a intolerância e o armamento da população”.

O deputado federal e vice-líder do governo Lula no Congresso, Bohn Gass (PT-RS), classificou a chacina de Sinop como “uma sequência de horror e covardia”: 

Entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, o foco das manifestações foi a punição aos envolvidos. O ex-ministro da Justiça e atual senador Sérgio Moro (UB-PR) defendeu, na prática, prisão perpétua para os assassinos, pena inexistente no código penal brasileiro. “Os dois responsáveis pelos assassinatos covardes em Sinop/MT devem ser caçados, presos, condenados e abandonados na prisão pelo restante de suas vidas”, disse.

A punição também foi defendida pelo senador Magno Malta (PL-ES). “Que esses desgraçados apodreçam na cadeia”, disse. (ESTADÃO CONTEÚDO)