Dia 25 de dezembro é celebrado pelos cristãos como o dia do nascimento de Jesus Cristo, o filho de Deus. Apesar da data ter virado sinônimo de trocas de presentes e ceias fartas, a Igreja Católica busca relembrar a origem da celebração natalina, uma das principais do calendário cristão. O bispo da Diocese de Apucarana, dom Celso Antônio Marchiori, destaca o verdadeiro significado do Natal.
De acordo com o bispo, não só o dia do Natal é importante, mas também todo o período de quatro semanas de preparação para a data, chamado de Advento. “No tempo do Advento, nós revivemos aquela experiência que o povo hebreu viveu esperando o Salvador. Ele acaba com o Natal, que é a chegada de Jesus Cristo, o filho de Deus tão esperado”.
Dom Celso aponta também a necessidade de usar esse período como forma de melhorar nossas vidas. “Com as novenas de Natal, as confissões e tudo mais que envolve esse período, a Igreja nos convida a viver melhor, com generosidade, sinceridade e bondade. Nós vivemos em um mundo corrido e às vezes nos deixamos levar pelos impulsos desse mundo. A loucura do capitalismo que acaba substituindo o verdadeiro sentido do Natal, que é a celebração do nascimento de Jesus Cristo”
A transformação da época natalina em um período voltado unicamente para a troca de presentes é criticada pelo bispo. “O Natal se tornou um símbolo do consumismo, de dar presentes. Mas o Natal não tem sentido sem que o nascimento de Jesus seja celebrado. Também não tem sentido celebrar o Natal sem ir à missa. O foco principal é Jesus. Deixar de ir à missa nesse dia é um desperdício”.
A época natalina, segundo dom Celso, não pode ficar fora do contexto social atual. “Várias situações que vimos durante o ano e estamos vendo ainda clamam aos céus. Os ricos e poderosos, os políticos, eles não sofrem. Quem sofre são os pobres. Tanta corrupção, mentiras, leis contra a vida e tantas outras coisas... O Natal do senhor Jesus é um grito profético contra toda essa confusão política, econômica e social que passamos hoje”, destaca.
Segundo ele, é preciso mudar as pessoas. “Precisamos de pessoas tementes a Deus, seja no Executivo, no Legislativo ou no Judiciário. Porque os trabalhadores, os pobres, os pequenos estão sendo maltratados pelos grandes. O Natal também deve servir para isso: uma autoanálise para que todos possam parar e pensar no próximo. Mas que esse sentimento não se acabe no Natal, mas seja seguido durante toda a vida”, ressalta.