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Bombeiros reencontram bebê que nasceu no pátio do quartel

Ivan Maldonado

| Edição de 01 de novembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O plantão do último domingo (29) terminou de uma forma diferente para três socorristas do Corpo de Bombeiros de Ivaiporã. Eles se preparavam para encerrar o turno, por volta das 7h30, quando foram surpreendidos com a chegada de uma jovem em trabalho de parto. Camila da Silva Marcondes chegou à guarnição já com a bolsa rompida e a pequena Emili nasceu sob os cuidados dos socorristas dentro da viatura de resgate no pátio do quartel.

Imagem ilustrativa da imagem Bombeiros reencontram bebê que nasceu no pátio do quartel

Ontem, após alta do hospital cabo Júlio Cezar Bento, e os soldados Osmar Benedito de Oliveira e Claudinei Cavalcanti Rodrigues Junior realizaram uma visita a criança na Vila Nova Porã. 
Camila se mostrava bastante emocionada com o reencontro e relatou que será eternamente grata aos militares por ter sido bem atendida no dia em que mais precisou da ajuda do Corpo de Bombeiros. “Agradeço e muito, me acalmaram, acudiram ela com muito carinho. Trataram a gente muito bem, enrolaram a Emili com cobertinha nos levaram ao hospital. Foram humanos e profissionais”, agradece. 
A mãe relata que havia passado o final de semana em um sítio na localidade de Severiano, no distrito do Jacutinga. “Por volta das 4 horas comecei a sentir dor, mas como já tinha tido cólica antes achei que era mais uma. Lá pelas seis começou a realmente doer, meu marido (Alessandro) pegou a camionete e estávamos indo para o hospital, quando a bolsa rompeu. Foi o tempo de chegar nos Bombeiros, o Alessandro abrir a porta da camionete para pedir ajuda. Mas a Emili não esperou e começou a nascer ali mesmo”, relata Camila.
Cabo Bento relata que este foi o terceiro parto que auxiliou, no entanto, a emoção foi a mesma que da primeira vez. “A princípio pensamos levaríamos a mãe para o hospital. Mas a criança já estava coroando, vimos que não daria tempo e fizemos o parto ali mesmo na viatura. Depois do procedimento, foi um alívio ver que mãe e bebê estava bem”.
O soldado Osmar que também já havia participado de outros três partos, diz que dessa vez foi diferente. “Pegou a gente de surpresa. Quando saímos do quartel já sabendo para onde vamos e qual o tipo de ocorrência, a cabeça já faz toda aquela programação de como será feito o procedimento. Nesse caso, a gente estava ali e de repente a situação aparece, não havia tempo para pensar, tínhamos que agir”. 
O soldado Claudinei Cavalcanti Rodrigues Junior,  que nunca tinha participado de um parto antes, diz que estava acostumado a operações onde geralmente as situações são de risco de vida. “Apesar de estar preparado para situações como essa deu um friozinho na barriga. Posso garantir é muito emocionante participar da chegada de mais uma vida”. comenta.