O presidente interino Michel Temer anunciou ontem que o país irá liberar a compra de feijão de três países do Mercosul: Argentina, Paraguai e Bolívia. O objetivo da medida, discutida em reunião ministerial, é baixar o preço do produto nos supermercados brasileiros. O grão, cujo preço vem subindo há semanas, virou o novo vilão da inflação.
Segundo o ministro Blairo Maggi (Agricultura), o governo federal estuda ainda a importação também de países como México e China. Ele também antecipou que negociará com as grandes redes de supermercado para que busquem o produto onde há maior oferta.
A alta é resultado de problemas climáticos, que vêm reduzindo a produção do feijão no Brasil. Maggi informou que a prioridade será trazer o feijão do Mercosul, da Argentina e do Paraguai, por exemplo, mas o Brasil já não cobra imposto das importações vidas dos países do bloco.
Segundo ele, se as importações vindas do bloco não forem suficientes, aí sim o governo incentivaria a compra de feijão vindo de outros países, entre eles México e China, por meio da redução do imposto de importação.
“Por sugestão do presidente Temer, vamos, através do Planejamento e da Fazenda, retirar os impostos e taxas cobrados de outros lugares, da China e México, além de outros países também”, disse ele.
A retirada do imposto de importação barateia o produto importado e facilita a chegada dele ao país. A expectativa é que, com mais oferta no mercado, o preço do feijão caia. Maggi informou que a desoneração deve durar "no máximo por 90 dias.
Segundo a última prévia do IPCA-15 de junho, divulgada anteontem, o feijão-carioca teve alta de 16,38%. Na capital paulista, por exemplo, o quilo do feijão-carioca já pode ser encontrado por mais de R$ 10. Na região, entretanto, o preço do quilo do produto já bate a casa dos R$ 14.
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