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Brasileiro corta até gastos essenciais

Folhapress

| Edição de 12 de março de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Com um cenário de inflação em alta e desemprego crescente, os brasileiros ajustaram o orçamento para enfrentar a crise, principalmente a partir do segundo semestre do ano passado. O comprometimento de renda com gastos essenciais -mais difíceis de cortar, como aluguel, alimentação e transporte- caiu de 39,3% em março do ano passado para 34,3% em janeiro deste ano, segundo levantamento feito pelo aplicativo de finanças pessoais GuiaBolso tomando como base as movimentações bancárias de 23 mil pessoas que usam a ferramenta. Março é o início da série histórica da pesquisa de hábitos e consumo.

"São despesas que você não tem muita flexibilidade para cortar, e mesmo assim as pessoas apertaram os cintos e fizeram ajustes no orçamento, afetadas pela inflação em alta, contas residenciais pesando mais e desemprego aumentando", afirma Thiago Alvarez, sócio-diretor do GuiaBolso.

A fatia de gastos com supermercados na despesa total dos brasileiros recuou de 14,2% para 13,1%. Já moradia caiu de 15,8% para 11,6%.

"As pessoas substituíram marcas e cortaram produtos supérfluos, mas mesmo assim o mercado continuou com peso grande porque alimentação foi um dos itens que mais sofreu com a alta da inflação no ano passado", avalia Alvarez. Já moradia perdeu participação em parte pela renegociação de valores de aluguéis, que caíram no ano passado.

Por outro lado, transporte passou a pesar mais, devido aos reajustes dos preços de combustíveis e das passagens de ônibus. A participação subiu de 9% para 9,6% no período.

Ao todo, o aplicativo tem dois milhões de usuários. A pesquisa, que considera a distribuição de renda e região da população brasileira medida pela pesquisa Pnad, do IBGE, apontou redução também nos gastos não essenciais, como lazer e compras, que passaram de 23,2% para 21,7% do total.

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