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Cadeia vive dia de tensão com protesto de mulheres

Da redação

| Edição de 09 de junho de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Uma operação pente fino realizada na tarde de ontem na Cadeia Pública de Arapongas acabou provocando tumulto na parte externa da unidade, após mulheres e parentes de detentos iniciarem um protesto, contido após chegada do reforço policial.

Imagem ilustrativa da imagem Cadeia vive dia de tensão com protesto de mulheres

Segundo informações do Departamento Penitenciário (Depen), a operação pente fino foi realizada por conta da descoberta de um plano de fuga dos detentos. Um buraco estava sendo aberto na parede do pátio de sol dos presos.
Ontem, agentes da Seção de Operações Especiais (SOE) estiveram na unidade para garantir que o buraco fosse fechado e que as celas fossem revistadas.
Ao saber da operação, mulheres dos presos se dirigiram até a cadeia. Uma das mulheres, que se identificou apenas como Camila, afirmou que tiros estavam sendo ouvidos desde a manhã e que faltavam informações sobre o que estava ocorrendo na unidade.
“A gente não sabe o que está acontecendo ali, chamaram um monte de viaturas e a sabemos como é a situação desta cadeia”, comenta.
As manifestantes se concentraram na porta da cadeia e também soltaram rojões. A situação ficou tensa, mas após chegada do reforço policial, os ânimos se acalmaram. Algumas das manifestantes, segundo o Depen, firmaram termo circunstanciado por perturbação de sossego.
Cerca de 10 celulares e pequenas quantidades de droga e estoques foram localizados durante a operação.
A cadeia de Arapongas tem capacidade para 44 presos e ontem, segundo o Depen, mantinha 197 presos. Cerca de dez celulares, pequenas quantidades de droga e armas artesanais foram localizadas no pente fino.
O problema da superlotação e das condições da cadeia motivou ingresso de uma ação de interdição, impetrada em março pelo Núcleo da Cidadania e Direitos Humanos (NUCIDH) da Defensoria Pública do Paraná e a Defensoria Pública em Maringá.