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Café promete boa produção

Ivan Maldonado

| Edição de 14 de fevereiro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O clima favorável tem gerado expectativas positivas quanto à produção e à qualidade do café que começa a ser colhido em abril na região de Ivaiporã. A perspectiva segundo o escritório regional de Ivaiporã do Departamento de Economia Rural (Deral) para esta temporada, é que supere a safra 2015/2016 que teve a bienalidade negativa na maioria da região. Neste ano a área de produção da cultura é de mais de 3,6 mil hectares, o setor já espera um volume de mais de 4,3 mil toneladas com rendimento médio em torno de 1,2 mil quilo (limpo) por hectare. Porém o preço de mercado está bem abaixo do esperado e não agrada o produtor.

Imagem ilustrativa da imagem Café promete boa produção

O agrônomo da Cocari, Uelinton Péricles Salvador Kozak relata que o preço do café beneficiado desde a última safra teve um aumento de pouco mais de 5,8%, bem abaixo da inflação no mesmo período e passou de R$ 6,33 para R$ 6,70. “São patamares que deixam o produtor insatisfeito por conta dos aumentos dos insumos que foi bem maior que o reajuste do café”. Como exemplo, Kozak cita o preço do adubo que foi comercializado por R$ 2 mil a tonelada e na safra passada por R$ 1,3 mil, um aumento de 53,84%.

Segundo o agrônomo do Deral, Sergio Carlos Empinotti, as lavouras na região se encontram na maioria em fase de grão verde, com a granação dos frutos, porém precisam encontrar condições climáticas favoráveis para que o ciclo se complete. “A expectativa para os próximos meses é que o clima colabore e continue a promover o ganho de qualidade, que por sinal no momento está muito bom. Isso possibilitará grande incidência de grãos no período da colheita”, comenta Empinotti.

O cafeicultor Aparecido Bento Reginaldo produz 14,52 hectares na localidade de Água dos Patos, em Jardim Alegre, nesse ano a propriedade não terá produção cheia, mas mesmo assim o produtor vai colher em média 600 quilos por hectare. “Apesar de tudo, o café é ainda é a solução para o pequeno produtor. Num ano colhe se menos, mas no próximo ano compensa. Outra vantagem é que em um sitio pequeno de um alqueire, uma família com três pessoas consegue fazer o manejo e a colheita sozinhos, sem custo nenhum de mão de obra”.