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Caminhões de pesquisa de petróleo despertam curiosidade em Apucarana

Renan Vallim

| Edição de 27 de julho de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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A empresa Global Serviços Geofísicos, terceirizada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), iniciou nesta semana o primeiro estudo para prospecção de petróleo e gás natural em Apucarana. A pesquisa é realizada por diversos caminhões, que estiveram nos últimos dias na região próxima ao Aeroporto Municipal Capitão João Bussi, no Distrito de Correia de Freitas e no Contorno Sul.

As máquinas usadas para realizar o estudo ficam acopladas aos caminhões. A cada 20 metros aproximadamente, o comboio para por alguns segundos para fazer a sondagem do subsolo. O tremor causado pelo maquinário chama atenção e intriga moradores.

Imagem ilustrativa da imagem Caminhões de pesquisa de petróleo despertam curiosidade em Apucarana

“Nunca imaginei que pudesse haver petróleo aqui. Se eles acharem realmente, seria algo impressionante. Se acontecer mesmo, espero que traga boas coisas para a região”, afirma o funcionário público Paulo Henrique Delgado, morador do Distrito de Correia de Freitas.

O auxiliar administrativo Erivaldo de Souza trabalha na região pesquisada. Ele conta que a movimentação de caminhões gerou curiosidade na região. “Chamou a atenção de todos. A gente fica apreensivo para saber o resultado. É interessante. Tomara que encontrem”, afirma.

PESQUISA

Desde a primeira semana de julho, a empresa está monitorando o subsolo de municípios do Vale do Ivaí. Além da Bacia Sedimentar do Paraná, que abrange 177 municípios no estado (incluindo todo o Vale do Ivaí) e mais 90 de São Paulo, a pesquisa envolve ainda a Bacia do Parecis, nos estados de Mato Grosso e Rondônia. A busca por petróleo acontece apenas em rodovias estaduais, federais e municipais.

Os caminhões da empresa são equipados com emissores de sinais sísmicos. Os sinais viajam pela terra e são refletidos de volta pelas rochas no subsolo. Tudo é registrado por sensores, produzindo um tipo de mapa do que está embaixo da terra. Os caminhões seguem por estradas e rodovias dos municípios pesquisados.

De acordo com nota divulgada a imprensa pela ANP, o levantamento faz parte do Plano Plurianual de Estudos de Geologia e Geofísica, que é um programa de aquisição sistemática de dados para aumentar o conhecimento das bacias sedimentares de nova fronteira. Após a conclusão do projeto, os dados serão publicados e estarão disponíveis para consulta no Banco de Dados de Exploração e Petróleo (BDEP).

A sondagem prossegue até o final do ano. De acordo com geólogos, a Bacia Sedimentar do Paraná possui diversos indícios da ocorrência de petróleo e gás natural, mas ainda não possui campos produtores.

Quando a empresa iniciou as sondagens na região, o diretor Guilherme Castilho comentou que cerca de 300 técnicos atuam no estudo. A previsão é que a primeira parte da coleta de dados vá até setembro. Uma segunda etapa está prevista e deve durar mais dois meses. Ele explicou que os equipamentos têm acesso a grandes profundidades.